Modelos Este de Europa

«Se por democracia entendemos o exercício do sufrágio universal e a superação das três grandes discriminações (sexual, censitária e racial), é claro que não pode ser considerada anterior à Revolução de Outubro»

2020.11.08 02:34 AntonioMachado «Se por democracia entendemos o exercício do sufrágio universal e a superação das três grandes discriminações (sexual, censitária e racial), é claro que não pode ser considerada anterior à Revolução de Outubro»

A democracia, assim como hoje a entendemos, pressupõe o sufrágio universal: independentemente do sexo ou género, da riqueza, e da raça, cada indivíduo deve ser reconhecido como titular de direitos políticos, do direito eleitoral ativo e passivo, do direito de votar nos seus próprios representantes e de ser eventualmente eleito nos organismos representativos. Isto é, nos nossos dias a democracia [...] implica a superação de três grandes discriminações (sexual ou de género, censitária e racial) que eram ainda vivas e vitais às vésperas do Outubro de 1917, e que foram superadas apenas com a contribuição, por vezes decisiva, do movimento político saído da revolução bolchevique.
[...] [sobre a primeira grande discriminação] Lenin, em O Estado e a Revolução [...] denunciou a “exclusão das mulheres” dos direitos políticos como uma confirmação clamorosa do caráter discriminatório da “democracia capitalista”. [por exemplo, em Portugal as mulheres só adquiriram pleno direito de voto, sem restrições arbitrárias, a partir de 1976, com a nova Constituição pós-revolução de Abril]
[...] Considerações análogas podem ser feitas a propósito da segunda grande discriminação, ela que também há tanto tempo tem caracterizado a tradição liberal: refiro-me à discriminação censitária, que excluía dos direitos políticos ativos e passivos os não proprietários, os destituídos de riqueza, as massas populares. Já eficazmente combatida pelo movimento socialista e operário, mesmo se profundamente enfraquecida, esta continuava a resistir teimosamente às vésperas da Revolução de Outubro. No ensaio sobre o imperialismo e em O Estado e a Revolução Lenin chamava a atenção para as persistentes discriminações censitárias, camufladas mediante os requisitos de residência e outros “‘pequenos’ (os pretensos pequenos) detalhes da legislação eleitoral” [...] Mesmo o país clássico da tradição liberal [Grã-Bretanha] tardou de modo particular a afirmar plenamente o princípio “uma cabeça, um voto”. Só no ano de 1948 desapareceram os últimos traços do “voto plural”, a seu tempo teorizado e celebrado por John Stuart Mill: os membros das classes superiores considerados mais inteligentes e mais dignos gozavam do direito de exprimir mais de um voto. [...] E por isso que um ilustre historiador (Arno J. Mayer) falou da persistência do Antigo Regime na Europa até o primeiro conflito mundial (e à Revolução de Outubro e às revoluções e levantes que se seguiram a ela). Naqueles anos nem sequer nos Estados Unidos estavam ausentes os resíduos da discriminação censitária.
[...] E chegamos assim à terceira grande discriminação, a discriminação racial. Antes da Revolução de Outubro esta estava mais viva que nunca e manifestava a sua vitalidade de dois modos. No âmbito global o mundo se caracterizava, para dizê-lo com Lenin, pelo domínio inconteste de “poucas nações eleitas” ou por um punhado de “nações modelo” que atribuíam a si mesmas “o privilégio exclusivo de formação do Estado”, negando-o à vasta maioria da humanidade, aos povos estranhos ao mundo ocidental e branco, e, portanto, indignos de se constituírem como Estados nacionais independentes. [...] Tal exclusão era reafirmada em um segundo nível, o nível nacional: na União Sul-Africana e nos Estados Unidos [...] os povos de origem colonial eram ferozmente oprimidos: estes não gozavam nem de direitos políticos nem de direitos civis. Pensemos por exemplo nos linchamentos que, entre o século XIX e o século XX, eram reservados em particular aos negros [...] Em qual direção, para qual movimento e para qual país olhavam as vítimas de tal horror, na procura de solidariedade e inspiração para a luta de resistência e de emancipação? Não é difícil imaginar. Logo após a Revolução de Outubro, os afro-americanos que aspiravam pôr em xeque o jogo da white supremacy eram frequentemente acusados de bolchevismo [...] São os anos em que os negros se faziam militantes do Partido Comunista dos Estados Unidos ou que visitavam a Rússia soviética [e que] olhavam Stalin como um “novo Lincoln”, o Lincoln que teria posto fim desta vez de modo concreto e definitivo à escravidão dos negros, à opressão, à degradação, à humilhação, à violência e aos linchamentos que continuavam a suportar.
[...] A historieta edificante da qual falamos no início [que o comunismo é o inimigo implacável da democracia, a qual pôde consolidar-se e desenvolver-se apenas depois de tê-lo derrotado], e que continua a ser apregoada pela ideologia dominante, não é mais que uma historieta. [...] Bem longe de poder ser assimiladas uma e outra como inimigas mortais da democracia, União Soviética e Alemanha hitleriana estão colocadas historicamente em posições contrapostas: a primeira teve um papel de vanguarda na luta contra a terceira discriminação (a discriminação racial), enquanto a segunda se distinguiu na luta para radicalizar e eternizar a terceira grande discriminação e, ao fazer isto, invocou o exemplo constituído pelos Estados Unidos.
[...] não por acaso, nos nossos dias, à ausência do desafio do movimento comunista [isto é, a ameaça soviética] corresponde o desmantelamento do Estado social na própria Europa, com o resultado de que a discriminação censitária termina por reaparecer ao abrigo de novas formas [...] no que diz respeito à sua dimensão internacional, a terceira grande discriminação não desapareceu. Dito de outro modo, pelo menos no que respeita às relações internacionais, estamos bem longe da democracia.
O processo de democratização iniciado com a Revolução de Outubro está ainda bem longe da sua conclusão.
Domenico Losurdo em Revolução de Outubro e Democracia no Mundo
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2020.10.25 12:58 Effect_Beautiful "GENOCIDIO EUTANÁSICO". POR IBN ASAD

LLAMAR A LAS COSAS POR SU NOMBRE: GENOCIDIO EUTANÁSICO
Voy a renunciar a mi habitual estilo y voy ejercer la profesión más antigua del mundo (es decir, la de periodista), para escribir una crónica escueta, clara y objetiva de lo que ha ocurrido en mi país. Este género periodístico exige también llamar a las cosas por su nombre, por primera vez, es posible, tratándose de este tema: en 2020, en España, se ha llevado a cabo un Genocidio Eutanásico. Definamos lo ocurrido antes de la crónica.
Genocidio es la eliminación sistemática de un génos, un γένος, es decir, de la unidad funcional para la transmisión de caracteres hereditarios. Eso es exactamente lo que se está llevado a cabo en España, y después explicaré por qué. No sólo porque se haya golpeado a una “generación” entera (que también), sino porque el ataque va muchísimo más allá de unos cuantos miles de ancianos asesinados.
La técnica llevada a cabo por este genocidio ha sido la eutanasia. No a machetazos como en Ruanda, sino la técnica eutanásica. La eutanasia es una técnica de la ciencia eugenésica. La eutanasia se refleja, incluso etimológicamente, en la eugenesia. Mientras la eugenesia es el “buen nacer” (eu-genesis), la eutanasia es el “buen morir” (eu-thanatos), ambos términos eufemísticos que esconden el control gubernamental de quién puede nacer y quién debe morir.
Pero vayamos a lo prometido, la crónica objetiva de los hechos. La línea de tiempo va a tener fechas en azul cuando se refiere al ámbito global y fechas en rojo cuando los hechos se circunscriben al genocidio eutanásico español. Ambos colores van a irse trazando para dar al lector una clara perspectiva de síntesis de los acontecimientos.
23 de Septiembre de 2019: La relaciones públicas del globalismo, Greta Thunberg, declara en la ONU New York: “Estamos al inicio de una extinción masiva”. Se empieza a hablar en foros internacionales de una “Emergencia Global” sin saber exactamente qué emergencia es esa. En la cumbre se subraya la importancia de la Agenda 2030.
18 de Octubre de 2019: Se celebra también en New York el Event201, un simulacro de las consecuencias económicas, políticas y sociales de una pandemia, organizado por Bill & Melinda Gates Foundation (el mayor inversor privado de la Organización Mundial de la Salud), la Universidad Johns Hopkins (que se hará muy famosa en 2020), el World Economic Fund (Un siniestro observador privado del ECOSOC en la ONU) y Open Philanthropy (una tapadera filantrópica de Silicon Valley creada por el cofundador de Facebook, Dustin Moskovitz).
17 de Noviembre de 2019: Se reporta el primer cuadro de la enfermedad llamada COVID-19, un síndrome respiratorio agudo grave de causa desconocida.
11 de Diciembre de 2019: Greta Thunberg llega a España en catamarán para participar de COP25, cumbre climática organizada por el mismo entramado burocrático de Event201.
31 de Diciembre de 2019: El gobierno dictatorial del Partido Comunista Chino reporta la aparición de veintisiete casos de la enfermedad Covid-19 de origen desconocido, en Wuhan, la primera ciudad china en disponer de estación base de tecnología 5G (y por ende, del mundo).
7 de Enero: Pedro Sánchez es investido “Presidente del Gobierno” de España que, para que lo entiendan los lectores no españoles, a pesar del nombre, es el cargo de “primer ministro”, pues España no es presidencialista como lo son Francia, Brasil o Estados Unidos. Sólo en España llamamos “presidente” a un funcionario burócrata que no es elegido directamente por el pueblo y que solo preside su partido político de turno (y a veces ni eso).
7 de Enero: El Gobierno chino asegura haber encontrado la causa del Covid-19 en un nuevo virus del género betacoronavirus, al que llaman Sars-Cov-2. Los estudios científicos publicados no presentan la demostración del aislamiento y purificación del virus por ultracentrifugación diferencial isopícnica, y por lo tanto, no cumplen los protocolos virológicos para el descubrimiento de un virus, mucho menos para determinar el origen de una enfermedad. Aun así, los restos proteicos de células dañadas y su secuenciación del genoma a través de softwares, sirven en este caso excepcional, para que la Organización Mundial de la Salud ratifique el descubrimiento del Gobierno Chino.
13 de Enero de 2020: El funcionario Pedro Sánchez nombra el gobierno de España en su décimocuarta legislatura, destacando a su viceministro de Agenda 2030 y de Derechos Sociales, Pablo Iglesias. Es decir, que el ministro responsable de la Agenda 2030 es el mismo ministro responsable de las residencias de ancianos, insosteniblemente atestadas desde una perspectiva neomalthusiana.
20 de Enero de 2020: Se celebra el Foro de Davos, organizado por el World Economic Fund, que organizó Event201.
21 de Enero de 2020: Pedro Sánchez se reúne con Alexander Soros, hijo de George Soros, miembro del World Economic Fund y dueño del complejo institucional Open Society Foundations.
30 de Enero de 2020: La Organización Mundial de la Salud (ONU) declara la emergencia de salud internacional por el Sars-Cov-2. Esto es importante: no declara la emergencia por la enfermedad (Covid-19) sino por un virus que aún no se ha descubierto según los protocolos de virología (Sars-Cov-2). Aun así, con base en estudios insuficientes, la OMS empieza a dar directrices sin fundamento científico para evitar su propagación y contagio.
11 de Febrero: El congreso de los diputados español da luz verde a la proposición de ley socialista de la Eutanasia. La mayoría parlamentaria respalda una de las más ignominiosas leyes presentadas en la cámara. Los ministros socialistas, sin pronunciar ni una sola vez la palabra “eutanasia”, se vanaglorian con otro eufemismo a su vez, el de “Muerte Digna”, tal y como sus homónimos alemanes del Partido Nacional Socialista decían “Gnadentod” para referirse a la Aktion T4 en 1940.
Febrero de 2020: Mientras se confirman los casos de Covid-19 en Europa y Estados Unidos, la Universidad Johns Hopkins, organizador de Event201, se convierte en el observador oficial de la enfermedad y de la propagación de un virus que seguía sin ser aislado ni purificado por centrifugación. Incluso, promovida por la OMS, arrancó una absurda carrera de obtención de una supuesta vacuna por diversos laboratorios, y de forma paralela se creó una próspera y lucrativa industria alrededor de los testes de reacción en cadena de la polimerasa (PCR) sin ningún tipo de fiabilidad.
9 de Marzo de 2020: En base a modelos matemáticos demostradamente falaces, el Imperial College (institución que forma parte del “triángulo dorado” académico del fundador de la eugenesia, Sir Francis Galton) perpetra el llamado Report 9, un estudio pseudo-epidemiológico que sirve de base para imponer, por primera vez en la historia de la humanidad, una draconiana cuarentena masiva a la población saludable, ante lo que hasta entonces era oficialmente una epidemia. Los resultados del estudio son tan poco creíbles, que no se los cree ni su responsable, Neil Ferguson, que dimite meses después tras ser descubierto in fraganti violando su propia cuarentena con su amante.
11 de Marzo de 2020: La Organización Mundial de la Salud declara oficialmente la pandemia en base a un memorando que redefine el concepto de pandemia sólo ocho meses antes. Es decir, que modificaron lo que resulta ser una pandemia ad hoc, premeditadamente, para esta urgente declaración.
14 de Marzo de 2020: Pedro Sánchez declara el Estado de Alarma en España y con él se da inicio a un experimento inédito de darwinismo social basado en la tortura psicológica y física de más de 46 millones de ciudadanos con el claro objetivo de su control mental y social a través de la histeria de masas y el shock postraumático.
Finales de Marzo de 2020: Con más experiencia que los españoles, algunos médicos italianos empiezan a desoír las directrices de la OMS y, por observación clínica, reportan anomalías de la enfermedad que no se corresponden con cuadros por coronavirus. Se empiezan a realizar estudios que relacionan la enfermedad con otros factores no víricos, así como el estrés celular causado por exposición a radiaciones electromagnéticas y su consecuente shock en el sistema inmunológico. También se realizan estudios que muestran tratamientos efectivos para el enfermo y que son insistentemente obstaculizados por la OMS, como el uso de corticoides y de dióxido de cloro. Asimismo se incumplen las directrices oficiales de incineración o sepultura rápida con algunos fallecidos, y se empiezan a realizar las primeras autopsias.
31 de Marzo de 2020: Pedro Sánchez realiza un Decreto-Ley para “ayudar económicamente” con 15 millones de euros a los medios de información. Proporcionalmente, son Atresmedia y Mediaset, los más beneficiados por el riego de dinero. La mayoría de las televisiones y las de más influencia, pertenecen a estos dos grupos mediáticos, todas ellas, serviles al gobierno. Comienza una campaña de manipulación masiva en las televisiones, mientras que los poquísimos periodistas críticos que restan, se quedan a verlas venir con un análisis raso y superficial para la gravedad y envergadura de los acontecimientos.
7 de Abril de 2020: El GeBank del National Center for Biotechnology Information, asegura contar con quinientas secuencias genómicas extraídas a partir de células dañadas de diferentes enfermos de Covid-19, lo que da pie al desarrollo de una vacuna transgénica de ADN/ARN sintético para un virus del que no se sabe a ciencia cierta ni su mera existencia. Se trataría de la primera vacuna de ARN modificado suministrada masivamente y no podría cumplir los requisitos mínimos de seguridad en tan pocos meses. Se trata de una vacuna transgénica universal cuyo plan de implementación se remonta a 2018.
Marzo-Abril-Mayo de 2020: Se produce una masacre de ancianos en las residencias españolas difícil de mensurar, en parte por su rápida ejecución y en parte por la falta de transparencia de las autoridades políticas y sanitarias del país. La cifra oscilaría entre 20.000 y 30.000 muertos. Los fallecidos mostraban neumonías bilaterales verdaderamente raras, nunca antes causadas de esa manera por un virus del tipo betacoronavirus. Asimismo, en dos de las regiones más afectadas por este genocidio, Madrid y Cataluña, se impone un injustificado triaje de guerra en los hospitales, con el que dejan de ingresar a los ciudadanos de más de 80 años. Más aún, en Cataluña y posiblemente en otras regiones, se suministra midazolam, un sedante usado en inyecciones eutanásicas, a pacientes cuya insuficiencia respiratoria no respondía a una básica y corta oxigenoterapia. Por lo tanto, no sólo se dejó morir a miles de ciudadanos españoles (lo que ya sería grave) sino que se les dio muerte de forma sistemática y premeditada.
Mayo de 2020: Se confirma una reacción autoinmune en forma de tormenta de citoquinas en los pacientes graves de Covid-19. La formación de coágulos compromete el riego sanguíneo, lo que puede llevar a la falencia de órganos y a la muerte. Paralelamente se constata en varios países una correlación estadística entre la mortalidad y letalidad por covid-19, y la cobertura de la vacunación de la gripe estacional (influenza).
Mayo de 2020: Médicos españoles constatan esa relación estadística a nivel nacional y a nivel interprovincial entre mortalidad por Covid-19 y la vacuna de la gripe estacional, y observan una posible interferencia inmunológica con la vacuna chiromas© y su excipiente Polisorbato 80, vacuna aplicada especialmente al sector poblacional de más de 65 años.
21 de Mayo de 2020: Se aprueba la orden ministerial en España que obliga al uso de mascarilla (aunque sean caseras, de trapo), a pesar de la ausencia de respaldo científico para evitar contagios víricos con un mero trapo. La orden se mantendrá vigente después del fin del Estado de Alarma de forma indefinida, explícitamente, “hasta que haya una vacuna”.
1 de Junio de 2020: El Fondo Monetario Internacional sigue realizando informes sobre la destrucción sin precedentes de las economías de las naciones, y concluye la revisión del programa de crédito Standby de ayuda por el Covid-19 a países de Hispano América para iniciar una campaña de presión y chantaje financiero a nivel global .
21 de Junio de 2020: Finaliza oficialmente el Estado de Alarma en España tras más de 3 meses de lockdown. El auxiliar administrativo de Open Society, Pedro Sánchez, proclama el inicio de "La Nueva Normalidad" (un vomitivo y psicopático doublethink orwelliano que será repetido por todas las televisiones).
21 de Junio de 2020: Comienza el verano en Europa y se constata una reducción inexplicable de muertes para una epidemia vírica, sobre todo si esa reducción de mortalidad va acompañada de un aumento de presuntos contagios, constante durante todo el verano.
15 de Julio de 2020: Se aprueba el Reglamento de la Unión Europea 2020/1043, que permite “el suministro de medicamentos para uso humano que contengan organismos modificados genéticamente”, en clara alusión a la vacuna transgénica sintética de Sars-Cov-2.
31 de Julio de 2020: El PIB español cae en su segundo trimestre un espeluznante 22,1%, el mayor desplome de su historia. Países de su entorno experimentan caídas también graves, significativamente inferiores.
16 de Agosto de 2020: Manifestación multitudinaria en Madrid contra el engaño masivo y el plan eugenista de la OMS y del servil Gobierno de España. Consecuente ninguneo y ridiculización de los medios de información de masas.
19 de Agosto de 2020: Esos mismos medios de información de masas reciben la segunda inyección de dinero público (10 millones) aprobada un mes antes por el Gobierno de España. Paralelamente el Gobierno catalán, el Govern nacionalista, hace lo propio con sus medios afines con 3 millones de euros.
20 de Agosto de 2020: Hasta 30 vacunas de Sars-Cov-2 diferentes en la panorámica de proyectos de la OMS, muchas de ellas modificadas genéticamente y de ADN sintético, y con previsión de comercialización en 2021. No hay forma científica de poder garantizar la seguridad de esta vacuna transgénica a varios años vista, muchísimo menos por lo tanto, en unos pocos meses. Además, se sabe que la encima receptora ACE2 de la proteína especular S1 con la que trabaja esta vacuna transgénica, se expresa en las gónadas, lo que supone un severo riesgo para el sistema reproductor, es decir, que la vacuna universal del Sars-Cov-2 ataca la unidad funcional para la transmisión de caracteres hereditarios del ser humano. Con todo rigor, un genocidio.
Y esta es, hasta hoy, 29 de Septiembre, su crónica. ¿Van a detenerse aquí? No hay evidencias para pensarlo. Al contrario: todo indica que lo ocurrido en 2020 no pasa de meros preliminares. Iré actualizando esta crónica periódicamente...
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2020.10.25 02:49 EdwinTec La primera guerra mundial

La primera guerra mundial
Sin duda, uno de los sucesos mas grandes del siglo XX y de toda la historia de la humanidad, hechos atroces y que no se habían visto en tal nivel. La primera guerra mundial transcurrió en una época donde se vivían situaciones difíciles de por si, revoluciones, independencias de países, etc.
La historia comienza en un trasfondo donde las naciones eran grandes y caracterizadas por la existencia de imperios que tenían un dominio de grandes cantidades de territorios y estados. Había tensión entre algunos países que perseguían intereses propios y que simplemente no podían compartir ideologías entre otros.
Todo transcurría en este entorno, con la llegada de nuevos avances innovadores en la sociedad provenientes de la pasada revolución industrial. El mundo avanzaba a grandes pasos, sin embargo, algo iba a impedir que esto ocurriera de forma completa. Un 28 de junio de 1914, mientras el archiduque Francisco Fernando (heredero de la corona austro-húngara) se encontraba junto a su esposa en Sarajevo, cuando fue asesinado.
Para entender su muerte, hay que saber que desde Belgrado se habían formado diversas sociedades secretas, cuyo fin era atentar con todos lo medios disponibles contra el poder austro-húngaro, muy especialmente en las provincias que Serbia deseaba anexionarse. Una de tales sociedades era la llamada Ujedinjenje lli Smrt (Unión o muerte), conocida como La Mano Negra. La misión que tenían era conseguir, a través de métodos terroristas contra personalidades y objetivos austríacos, la anexión de Bosnia a Serbia.
Sin embargo entre la lista de objetivos de la mano negra, no se encontraba el emperador de Austria-Hungría, Francisco José, ya que su figura era respetada en todo el Imperio y la causa serbia no ganaría ninguna simpatía con su desaparición. Por el contrario, el heredero al trono, su sobrino Francisco Fernando, constituía el mejor objetivo posible.
Todo esto provoco un gran revuelo que iniciaría todo.
Un dato curioso, es que la gran agencia de redacción británica, Reuters, recibió la noticia pensando que se trataba de una carrera de caballos, con indicación de los vencedores: Sarajevo (1º), Fernando (2º), Asesinado (3º).

Ilustración de la muerte del archiduque
La razón por la cual este atentado desencadenó un conflicto mundial se ve en el funcionamiento automático de movilizaciones y en el sistema de alianzas que existía establecidas en Europa desde hacía años. Rusia quería evitar el aniquilamiento de Serbia y así, el 26 de julio, el zar decretaba una movilización parcial para intimidar a Austria Hungría. El día 1 de agosto, Alemania declaraba la guerra a Rusia y el día 3, a Francia. Inglaterra entró en el conflicto el 4 de agosto.
No cabe duda que esto traería grandes consecuencias. Ya iniciada la guerra, todo transcurrió muy rápidamente, mientras cada imperio y cada nación se unía a un bando de acuerdo a sus intereses, entre las potencias del entente (Gran Bretaña, Francia, Serbia y la Rusia Imperial, con la llegada Italia, Grecia, Portugal, Rumania y Estados Unidos. En las potencias centrales se encontraban Alemania, imperio austrohúngaro y el otomano.

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Esta guerra se caracterizó por el uso de trincheras, en donde se calcula que hubo 40.000 kilómetros de extensión en todo Europa. Además de este tipo de estrategias militares, se pusieron en marcha una gran cantidad de nuevo armamento militar, como nuevos modelos de armas de fuego que reemplazaban y opacaban totalmente a los que existían, las bayonetas, granadas, gases, lanzallamas y otra gran cantidad que hicieron de la guerra un apocalipsis. Muchas de estas armas con el tiempo serían consideradas no aptas para la guerra, ya que la deshumaniza totalmente, pero este tipo de restricciones no se llevaron a cabo hasta probablemente un siglo después.

Una ilustración de un autor desconocido acerca de las trincheras
En una guerra donde hubo 70 millones de soldados en pelea, dejando 10 millones de fatalidades y 20 millones de heridos, miles de batallas entre todos los países se llevaron a cabo, dejando destrucción y calamidad en su camino. Se pueden nombrar batallas muy grandes y fatales y muy conocidas como la batalla de Marne, de Verdún y Chemin Des Dames, pero ninguna se compara a la Batalla de Somme.

Cartel de propaganda británico
Esta batalla se llevó a cabo del 1 de julio al 18 de agosto de 1916, por parte del ejercito británico y el francés contra el ejercito alemán. Las tropas británicas fueron enviadas a la batalla el 1 de julio de 1916. Fue el día mas sangriento en la historia del ejercito británico, que sufrió 57.470 bajas, incluyendo 19.240 muertes. La ofensiva del Somme estaba destinada a lograr un avance decisivo para los aliados británicos y franceses después de 18 meses de guerra en las trincheras. Los británicos marcaron un éxito estratégico temprano. Los combates en el Somme llevaron a los alemanes a suspender su ofensiva de cinco meses contra los franceses en Verdún, Francia. A pesar de que los afrontes siguieron en esa ciudad hasta diciembre, los franceses empezaron a liderar. Los británicos y franceses hicieron sólo pequeños avances contra los alemanes a un costo de más de un millón de víctimas. Aunque muchos critican la táctica del general Haig, la mayoría de los historiadores coinciden en que el Somme drenó el ejército alemán y sentó las bases para la victoria de los aliados en 1918. Esta batalla dejó mas de un millón de victimas entra ambos bandos y fue decisiva para la derrota alemana, ya que bastó un año para que estos se rindieran y se diera por terminada la guerra.

Icónica imagen de soldados utilizando una ametralladora automática
Dentro de un periódico mexicano, el pueblo, pude ver ver como se habla de este suceso en tiempo real, en donde se habla desde una perspectiva del ejercito británica, y cuenta como es que avanzan desde este territorio y luchan por lograr vencer a los alemanes.

La batalla desde un punto de vista de una fuente primaria como lo es este periódico el cual muestra como ocurre en tiempo real
También quiero contrastar esta parte con una del mismo periódico, pero que cuentan acerca de una noticia que lleva por nombre Noticias del Imperio Alemán. Hay que tener en cuenta que eran noticias en tiempo real y que se deban desde el otro lado del mundo. En esa parte del periódico se trata acerca de la batalla de Somme, de las acciones que lleva el ejercito alemán, batalla del rio Mosa, y frente al archiduque Carlos Francisco y de los Balcanes.

Aquí se ve mas a detalle como transcurre la guerra desde esta fuente primaria.
La guerra no solo dejó un gran dolor y cambios en la humanidad, con los años se fue dando el perdón entre los países por los grandes daños que se hicieron entre sí, a pesar de que algunos de ellos no han mostrado esa madurez en ese aspecto. La guerra también dejó grandes impactos en la literatura, cultura y otros aspectos.

Postal de propaganda alemana (191?) « – ¡ Mon Dieu ! ¿ A dónde se lleva la Torre Eiffel ? – ¿ Dónde ? ¡ La voy a plantar en la Puerta de Brandeburgo ! »

Cartel de propaganda irlandés (1915)
Hubo también artículos muy importantes como los siguientes:
Ilustraciones artísticas de la guerra

Arnold Bennet – Over there (1915), ilustración de Walter Hale: la nave derruida de la catedral de Soissons

Charles Max Braemer – La Lecture, fait par un prisonnier de guerre (1916)

Vicente Blasco Ibáñez – Historia de la Guerra Europea de 1914

John Reed – The War in Eastern Europe, ilustración de Boardman Robinson (1916)
En cuanto a museos, hay muchos muy importantes a lo largo del mundo que retratan muchas de las cosas vividas en esta guerra. En México uno de los más importantes y que retratan aspectos de este y otros sucesos es el Museo de Memoria y Tolerancia, en algunos de sus pasillos se puede encontrar información de este tipo. Encontré una pagina que permite realizar un tour virtual por el museo y muchos de los sitios y exposiciones con las que cuenta.
https://shernandezg.blogspot.com/2020/05/conoce-de-forma-virtual-el-museo-memoria-tolerancia.html (Enlaces a un sitio externo.) En este link se puede entrar y realizar el tour por las partes que quieras.

Pasillo del museo
De muchas otras formas se puede encontrar información que narra acerca de la guerra, películas como Tolkien (2019), 1917 (2019) y war horse (2011) son películas que narran desde diferentes perspectivas muchas de las vivencias de esta guerra.
En cuanto a música, se pueden encontrar principalmente en el rock americano o británico, en artistas como Iron Maiden, Metallica, The Zombies, The Farm.
Por último y algo en lo que lo personal se refleja muy bien cada uno de los sucesos de la guerra es en los videojuegos. He jugado algunos como Battlefield 1 o Verdún, en especial el primero mencionado. Pude ver como narra algunas de las batallas más importantes de forma en que pueda yo actuar por mi cuenta cumpliendo objetivos y también comprendiendo algunos de los sucesos, en Gran Bretaña, Francia, Turquía, Alemania.

Imagen de Battlefield 1
Hay muchas formas en las que se vio representada esta guerra después de muchos años, a pesar de que no se ve representada actualmente, hace años tuvo un auge en muchos libros, películas, música y otro tipo de representación cultural. Hay que tener en cuenta que no tuvo tanto impacto como la segunda guerra mundial, por lo que es aun mas común encontrar información de la segunda guerra, la cual fue probablemente la mas grande en la historia.
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2020.10.22 17:19 kokeboka Debate sobre o projecto eleitoral: Luís Filipe Vieira

Hoje vou fazer uma síntese possível do projecto de LFV. Dado que até agora não publicou um programa formal mas apenas um manifesto, muito deste post fará referência às medidas e resultados de Vieira até agora.
LUÍS FILIPE VIEIRA
Site da candidatura
Sobre o candidato: Luís Filipe Vieira (LFV) é o presidente actual do Benfica, e recandidata-se agora ao sexto mandato. Com 17 anos de presidência, é o presidente com maior longevidade no Benfica. Ao longo dos anos, presidiu à recuperação financeira do clube, devolveu competitividade desportiva ao futebol, levou à conclusão a construção do centro do Seixal bem como finalizou a construção do Estádio da Luz. Com o insucesso desportivo da época passada e o número de processos judiciais recentes LFV entende que não está a ter um tratamento justo e com presunção de inocência junto dos media, e por isso reduziu a sua disponibilidade mediática durante esta campanha. Devido à sua longevidade no cargo, considera que a sua imagem pública se tornou indissociável do Benfica e que isso o tem tornado alvo de campanhas de calúnia por parte de opositores e interesses oportunistas. A sua lista eleitoral inclui os seguintes nomes para integrar a direcção: Rui Costa, Varandas Fernandes, Silvio Cervan, Fernando Tavares e José Eduardo Moniz, entre outros. Conta ainda com uma comissão de honra que inclui várias figuras públicas e referências desportivas. Afirma-se como sendo um candidato "bairrista", afirmando que "nunca se refugiou nas ditas elites do clube, sempre esteve próximo dos sócios em todos os momentos e em todos os locais" (Manifesto, página 14).
Projecto: O manifesto "Uma História com Futuro" não apresenta ideias novas e específicas para o próximo mandato, mas antes enaltece o estado actual do Benfica e descreve a figura de LFV como sendo o candidato com o perfil pessoal mais indicado, e com mais provas dadas de sucesso e dedicação ao clube. Como tal, é esperado que o mandato mantenha as linhas orientadoras semelhantes à da gestão e modelo presidenciais até agora.
Resultados do futebol durante a presidência LFV: Em 17 anos, venceu 7 campeonatos nacionais, 2 taças de Portugal, 3 taças da liga, 4 Supertaças, alcançou 2 finais da Liga Europa, e passou a fase de grupos da Liga dos Campeões 4 vezes.
Mudanças estatutárias: Não há nenhuma indicação de potenciais mudanças estatutárias a apresentar.
Outros tópicos: LFV indicou que este será o seu último mandato, se eleito. Em declarações no programa Trio de Ataque, afirma que apenas iria reconsiderar uma nova recandidatura se o clube estiver à beira de conquistar um pentacampeonato, para assegurar a conquista do mesmo.
Receptividade para coligações com outros: Improvável. JNL afirma que já foi convidado para para integrar a direcção de LFV como vice-presidente; este convite nunca foi confirmado publicamente por LFV. É desconhecida qualquer outra abertura para coligação nestas eleições.
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2020.10.05 05:43 ArgenCoso Tilingos


Por Arturo Jauretche
CONFIRMADO me propuso este tema. Pensé entonces que era la oportunidad para ofrecer una respuesta, entre las muchas que pueden articularse, a un interrogante que plantea José Luis de Imaz en Los que mandan; "¿Por qué, no obstante su peso económico, su rol en la modernización, y haber sido innovadores tecnológicos, los empresarios no pesan en la vida del país?".
O pesan al revés. Este es el caso de ciertos tipos de grupos económicos capitalistas, adscriptos a la política de la Sociedad Rural, ya consolidados dentro del viejo sistema agro-importador, que prefieren un mercado interno pobre en condiciones de monopolio a un mercado en crecimiento en condiciones de competencia, como los que apoyaron la política de contención del progreso en las Juntas Reguladoras de la Década Infame. Sólo que éstos sí saben lo que quieren.
Pero no voy a hablar de economía, sino del tema propuesto; de la forma en que la tilinguería impone sus pautas, y cómo ellas están perturbando el desarrollo de la inteligencia nacional y sus impulsos creadores.
Y ésta es cosa de que debe tomar cuenta también el político militante, si es que no sabe que el comité ha muerto definitivamente. Porque los estados de opinión, entre los cuales tiene importancia fundamental el slogan que surge de la cuestión de los status, pesan mucho más que una recluta que sólo vale para las elecciones internas.
En el Espasa Calpe se lee tilingo: "Argentinismo: Insustancial, ligero, que habla muchas tonterías". Segovia, en su Diccionario de Argentinismo", expresa: "Dícese de la persona simple y ligera que suele hablar muchas tonterías".
Los paisanos, de un tipo así, dicen; "Hombre sin fundamento".
Don Hipólito -desde luego, Yrigoyen es el Hipólito por antonomasia- decía "palangana". Supongo a esta expresión tradicional y fundada en la poca cosa y mucho ruido de la enlosada al caer retumbante.
Usted lo conoce al tilingo. Y si no lo conoce, ahí lo tiene al lado, en esta mesa de un café céntrico donde se han sentado cuatro o cinco tipos con portafolios. Algún día habrá que escribir la historia del hombre del portafolio. Hubo la etapa de la posguerra con los "ingenieri" italianos recién llegados que escondían bajo el cuero -con una sugestión de planos y patentes de invención- el sandwich de milanesa del almuerzo. Ahora es posible que el portafolio contenga la cuarenta y cinco persuasiva, o la concluyente tartamuda portátil.
Pero esos que están en la mesa de al lado sólo llevan allí sueños, proyectos, hipotéticas transacciones. Andan a la búsqueda de enganchar algo, intermediar en alguna operación cualquiera para ganar una comisión, y muchas veces intermediando entre intermediarios. Generalmente se ayudan con el teléfono de un amigo que tiene escritorio y al que han pedido permiso para que les "dejen dicho". Ese teléfono, la mesa del café y el portafolio constituyen su establecimiento comercial.
Mientras llega "el asunto*', hablan de fútbol, de carreras, de política, de economía.
Cuando tocan estos dos temas últimos, nunca faltará quien diga: "Lo que pasa es que los obreros no producen". Ahí está el tilingo. No se le ha ocurrido averiguar qué es lo que él produce y qué producen todos ellos, puntas sueltas, mallas erradas en la enorme red de intermediación que es Buenos Aires.
Que un tipo que no produce diga, en una reunión de tipos que no producen, que no producen los únicos que producen algo, es tilinguería. En esto de producir, tenemos muchos productores rurales por el estilo que creen que la condición de productor la da la propiedad de una estancia, unos breeches y unas botas de polo, que viven en la ciudad -"porque mi señora dice que hay que educar a los chicos"- y dan una vuelta por el campo cada quince días. Productores rurales son los que trabajan y producen en el campo, que pueden ser patrones o peones, pero no los que no intervienen en la producción sino como propietarios, y que son rentistas aunque no arrienden. Estos también son de los que dicen que los "obreros" no producen. Y ya no desde la posición marginal del tipo del portafolio, sino empinándose como "fuerza viva" sobre la que descansa la economía del país.
Inevitablemente, éstos y otros representantes de la tilinguería son los que, ante la menor dificultad, califican al país: "Este país . de m...", colocándose fuera del mistao a los efectos de la adjetivación. Y la verdad es que el país lo único que tiene de eso son ellos: los tilingos.
El racismo es otra forma frecuente de la tilinguería.
La tilinguería racista no es de ahora y tiene la tradición histórica de todo el liberalismo. Su padre más conocido es Sarmiento, y ese racismo está contenido implícitamente en el pueril dilema de "civilización y barbarie". Todo lo respetable es del Norte de Europa, y lo intolerable, español o americano, mayormente si mestizo. De allí la imagen del mundo distribuido por la enseñanza y todos los medios de formación de la inteligencia que han manejado la superestructura cultural del país.
Recuerdo que cuando cayó Frondizi, uno de esos tilingos racistas me dijo, en medio de su euforia: -¡Por fin cayó el italiano! Se quedó un poco perplejo cuando yo le contesté: -¡Sí!, lo volteó Poggi.
Muchos estábamos enfrentados a Frondizi; pero es bueno que no nos confundan con estos otros que al margen de la realidad argentina, tan italiana en el presidente como en el general que lo volteó, sólo se guiaban por los esquemas de su tilinguería.
Ernesto Sábato, con buen humor, pero tal vez respirando por la herida, ha dicho en Sobre héroes y tumbas más o menos lo siguiente: "Más vale descender de un chanchero de Bayona llamado Vignau, que de un profesor de filosofía napolitano". La cita me chocó en mi trasfondo tilingo (fui a la misma escuela y leí la misma literatura) porque tengo una abuela bearnesa también Vignau, tal vez más que por lo de Bayona, por lo de chanchero (vuelvo a recordar que fui a la misma escuela, etcétera).
La verdad que ni el presidente ni el general son italianos. Simplemente son argentinos de esta Argentina real que los liberales apuraron cortando las raíces.
Pero la idea liberal o sarmientina no era ésa. Ella tenía, y tiene, una escala de valores raciales que se identifican por los apellidos cuando son extranjeros. Arriba están los nórdicos -con escandinavos, anglosajones y germánicos-; después siguen los franceses; y después los bearneses y los vascos; más abajo los españoles y los italianos, y al último, muy lejos, los turcos y los judíos. Cuando yo era chiquilín nunca oí nombrar a un inglés -que generalmente era irlandés, pero la diferencia era muy sutil para entonces- sin decir "Don", aunque estuviera "mamao hasta las patas". El francés, a veces, ligaba el Don; y en ocasiones, el vasco. Jamás el español, que era "gallego de...", lo mismo que el italiano "gringo de...". ¡Para qué hablar del turco y del ruso.'
En La condición del extranjero en América, Sarmiento parece revisar sus tesis sobre la inmigración. Pero no nos engañemos: se sintió defraudado por la misma porque vino del Mediodía de Europa. El hubiera querido una inmigración de arquetipos, y los arquetipos son los que estaban en lo alto de su escalera antiamericana y antiespañola.
Afortunadamente fracasó, y eso es lo que nos ha salvado como nación. En algún lugar he recordado las palabras de Hornero Manzi cuando me dijo: -Lo que nos ha salvado es la actitud del italiano y el turco, que en lugar de proponerse como arquetipos, propusieron como tal al gaucho; así, en el ridículo del cocoliche se nacionalizaron en lugar de desnacionalizarnos. Sólo falta imaginar lo que hubiera ocurrido si las pampas y las aldeas se hubieran poblado de los ejemplares arquetipos deseados por ese racismo, con la actitud de obsecuencia de las generaciones liberales para todo lo foráneo.
Ya se ha dicho que esa tilinguería racista viene de lejos.
Pero se acentúa cuando se producen cambios sociales. Entonces, la tilinguería se exacerba en una peyorativa actitud racista. Pasó con el acceso al poder del radicalismo. Los tilingos de entonces cargaron el acento sobre los apellidos italianos de la nueva promoción política suscitada con el ascenso de la clase media: la pequeña burguesía inmigratoria y los doctores de primera napa nacional.
La oposición conservadora adoptó un aire peyorativo que se tradujo en toda una literatura política, que fue del periódico -La Mañana y La Fronda, sucesivamente, fueron sus expresiones más calificadas- hasta el discurso parlamentario. Se jugaba, por ejemplo, con la equívoca significación de algunos apellidos; así, la triple fórmula Coulom-Coulin-Culacciatti, que integraba, con la igual finalidad peyorativa hacia los criollos desconocidos, don Julio del C. Moreno -un personaje riojano- completaba el ridículo en la imagen anal. Hasta cuando el apellido era patricio se lo modificaba para ponerlo a tono: así, padeciendo Yrigoyen de un posible mal de las vías urinarias, el doctor Meabe, su médico de cabecera, se convertía en el doctor Meabene para adecuarlo a la cita siguiente que era la de un correligionario de la 3a Don Plácido Meo.
En realidad, para los que lo escribían no se trataba de otra cosa que de un recurso humorístico. Pero para el tilingo de entonces el fundamento más real, el que más invocaba, el que más jugaba, era ese de los "gringos", Y lo de "gringos" sólo jugaba para los descendientes de inmigrantes provenientes del Mediodía de Europa. No para los otros.
Pasó mucha agua bajo los puentes, y vino otro movimiento multitudinario: el de 1945. Ya los gringos se habían incorporado y su presencia política no lesionaba a la tilinguería, no sé si es porque de las nuevas promociones ascendentes habían salido también promociones de tilingos. Sólo así puede explicarse que un hijo de italianos -Sammartino- haya hablado despectivamente de los "negros" al referirse al "aluvión zoológico", en una caracterización evidentemente racial y peyorativa, cuando aún estaba fresca la tinta que lo había calificado a él también peyorativamente.
Que "el gringuito" de unos pocos años atrás se sienta vieja clase frente a los descendientes de los conquistadores en la confrontación de sus apellidos no revela simplemente que "el gringuito" se ha incorporado a la tilinguería. Lo grave es que se ha frustrado como guarango. Y la guaranguería es la espontaneidad de las nuevas clases, de las promociones que irrumpen con cada ascenso de la sociedad, porque los dos grandes movimientos populares del siglo -el de 1914-16 y el de 1943-45- han sido la expresión de eso: de ascensos masivos.
No corresponde aquí desentrañar las raíces económico-sociales de los dos hechos históricos; ni siquiera la coincidencia con las dos guerras mundiales que nos aislaron de los países arquetipos en una neutralidad intolerable para los tilingos, pero que dio las bases para una consolidación propia.
Usted puede hacer un fácil test. Yo lo he hecho.
Sé que un fulano se ha gastado 15 millones de pesos en un departamento de la Avenida del Libertador. Nos encontramos y le adivino la intención de informarme de su compra, como corresponde al guarango. Pero yo quiero saber si está frustrado como tal y lo madrugo diciéndole antes de que me dé la noticia:
-Estoy muy afligido por un amigo que se ha gastado más de 10 millones en un departamento de la Avenida del Libertador... -¿Y por qué se aflige? -me pregunta inquieto. Le contesto: -Y... porque la Avenida del Libertador no es "bien"... -Pero entonces..., ¿qué es "bien"? -pregunta desesperado. -"Bien" es de la plaza San Martín hasta la Recoleta, de Santa Fe al Bajo. Y dentro de ese radio. "bien", "muy bien", el codo aristocrático de Arroyo, como dice Mallea: Juncal, Guido, Parera. . .
Le veo en la cara al hombre que está desesperado. Y entonces, lo remato: -La Avenida del Libertador es como tener un leopardo de tapicería sobre el respaldo del asiento trasero del coche.
El leopardo lo tiró a la vuelta. Del departamento no sé.
Pienso que lo hecho es una crueldad, pero la investigación "científica" es así... cruel como la vivisección.
Yo quería saber si el hombre era un burgués con toda la barba o un tímido burguesito en camino de terminar en tilingo. El que es verdaderamente burgués sigue adelante, cumple su gusto, se realiza con la arrogancia del vencedor y compra en la Avenida del Libertador, precisamente porque es caro, porque acredita su victoria y la prestigia ante los burgueses. Si quiere barrio, compra; y si quiere apellido y mujer distinguida, compra también. Podría citar casos. Pero no se achica, se disminuye; no se acomoda a los esquemas y limitaciones de los tilingos.
De aquí que mientras en Europa y en Estados Unidos un banquero o un industrial miran a un ganadero como un "juntabosta", aquí el ganadero lo mira por arriba del hombro al empresario. Y el empresario, que quiere ser "bien", se ve obligado a comprar estancia, a tener cabaña -así sea de perros-, porque sólo por la Rural, y tal vez por el Kennel Club, puede lograr ascenso social que apetece.
Lógicamente esta burguesía, desde que imita a la vieja clase, se somete a todas sus normas y, por consecuencia, también en política. Ese sometimiento y esa adhesión a las viejas clases -incongruente económicamente- no sólo se ejerce verticalmente. También horizontalmente, cuando contemplamos la geografía social del país.
Así, los titulares de los intereses vitivinícolas de Cuyo y los tabacaleros, azucareros y fruticultores del Norte, que necesitan un mercado interno de alto poder de compra -es decir, que el Litoral desarrolle una política de alto nivel de vida-, están ligados políticamente a los conservadores del Litoral, gobernados por cabañeros e invernadores cuya tendencia es producir a bajo costo en un mercado de poco poder adquisitivo para cumplir la función asignada en la división internacional del trabajo como abastecedores ultramarinos de las metrópolis.
Esta incongruencia es difícil de explicar, pero no son ajenos a ella el prestigio social del Litoral y la incapacidad burguesa de los del interior en los respectivos grupos patronales. Esta gente de Cuyo y del Norte es muchas veces portadora de apellidos españoles de abolengo arribeño, de mucho mayor cotización histórica que los abajeños del puerto. Pero queriendo asimilarse a la alta clase del puerto se han sometido a las normas políticas e ideológicas de los principales. De "bien" provincianos, quieren ser "bien" en la Capital. ¿Cómo extrañar entonces que los guarangos frustrados del Litoral se hagan tilingos, si la misma tilinguería la padecen muchos aristocráticos descendientes de la Conquista por el Perú?
La tilinguería cotiza una marca de vino, un tabaco, un pomelo, o una palta, muy por debajo de un toro lleno de medallas. Se entra muy bien en la alta sociedad llevando de la rienda al toro, pero es difícil mostrando una botella de vino por lujosa que sea la etiqueta, por más sugestiones de chateau que evoque, tanto en la presentación como en la exquisita calidad del producto.
A un cuarto de siglo de la entrada del país al capitalismo, debemos recordar que el capitalismo naciente en la Argentina fue ajeno en sus hombres al hecho histórico que lo provocaba, produciéndose la paradoja de que le correspondiese a la clase obrera abrir la etapa del desarrollo económico burgués. Más aún: la nueva burguesía sigue aún incapacitada para jugar su papel, y es precisamente porque en la medida que asciende, pierde conciencia de su propia realidad para hacer suya la imagen de importancia que le presenta el tilingo. Se queda en el "medio pelo" y, rechazando el triunfo burgués, se adecúa al remedo, a la imitación de la alta clase con la que cree tomar contacto cuando se acomoda a la imagen de alta sociedad que le brindan los declasados.
Hubo un tiempo en que los venidos a menos económica y socialmente se jactaban de ser un pequeño sector domiciliado en el "Palacio de los Patos" de la calle Ugarteche. Ahora se han multiplicado. desde detrás de la Recoleta hasta San Fernando, a lo largo de las vías del Central Argentino. (Lo designo así porque la nueva nominación ferroviaria es completamente tilinga, aunque la hayan hecho los guarangos, lo que prueba que, en esta materia, todos tenemos tejado de vidrio.)
Landrú ha identificado perfectamente los personajes describiendo en el "gordi" y el "mersa" la oposición tilinguería-guaranguería. El botellero próspero, con su Valiant resplandeciente, es feliz echándole soda al vino de marca, ocupando las mesas de los restaurantes caros, hablando fuerte de lo que dijo-"su señora", mientras "cena".
Está en el camino de constituir una burguesía. Todavía no tiene conciencia de que constituye un sector de la sociedad correspondiente a una etapa de la economía, y no ha alcanzado a comprender la correspondencia de sus intereses personales con los intereses de su grupo. Hijo de sus aptitudes capitalistas -aunque muchas veces también más de la inflación que de su capacidad, o de equívocas actividades comerciales-, está en el camino de constituir una burguesía. Pero en el momento de definirse como burgués y adquirir la psicología correspondiente, nota el contraste de sus gustos y normas con lo que es "bien".
Desde que se ha mudado al barrio Norte, desde Gerli o Quilmes, y la "señora" ha olvidado la batea deslumbrada por la máquina de lavar, ha hecho nuevos contactos que le dan la idea de una meta social que tiene que alcanzar. Comienza él también a añorar la época en que "el servicio daba gusto" y en que el obrero -el "negro"- se mantenía "donde debe estar". Olvida de inmediato que es precisamente ese cambio el padre de su prosperidad y de su posibilidad de acceso a niveles más altos. Más aún. que el mantenimiento de ese cambio y su profundización es su única garantía. Quiere dejar de ser "mersa" y sólo logra ser "gordi". E inmediatamente tiene el complejo político del "gordi", a quien comienza a imitar.
Y comienza a imitar a una imitación, tomando por modelo las malas copias. Porque la tilinguería constituida por las "gordis" no es ni remotamente la alta clase a la que cree aproximarse.
Desde la época en que los declasados se refugiaban en la calle Ugarteche, todo el "Norte" liminar se ha llenado de falsos declasados. Se ha constituido un sector social entero que vive en la convención de que "todo tiempo pasado fue mejor" en aquella "Jauja" retrospectiva -"cuando la tía Leonor tenía Lando"-; de miles de familias que se aterran al recuerdo de un ascendiente que figuró algo en la segunda y la tercera línea de los amanuenses de la oligarquía, Descendientes de militares -un oficio generalmente despreciado por la alta clase-, de secretarios de juzgados, directores de oficinas, bancarios pueblerinos y hasta de conscriptos de Curu-malal, se han construido imaginativamente un pasado señoril que tratan de revivir en una vida forzada que absorbe casi todos sus recursos en gastos de representación.
Revista Confirmado
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2020.09.23 20:59 Vedovati_Pisos Gestação Coletiva de Matrizes Suínas: tudo o que você precisa saber

A gestação coletiva de matrizes suínas é um novo modelo que traz mais competitividade para a suinocultura nacional, proporciona qualidade de vida às porcas no período da prenhez e ainda faz vivê-las por mais tempo. É a gestação coletiva, que já tem sido adotada por produtores brasileiros, visando a atender os princípios de bem-estar animal e as tendências do mercado internacional.
Quando utilizada corretamente pelo criador de suínos, junto a outros elementos importantes como um pisos para baias suínas adequados, aumenta o conforto e bem-estar das matrizes. O que melhora a qualidade e eficiência da reprodução dos animais dentro da fazenda.

O que é bem-estar animal?

O bem-estar animal não é mais opcional, e sim uma exigência regulatória de mercado. Segundo Broom e Fraser (1986), o bem-estar (BEA) de um indivíduo é seu estado em relação às suas tentativas de adaptar-se ao seu ambiente.
Importante esclarecer e especificar o que é bem-estar, segundo Hanne Martine Strabursvik Bem estar é a “ciência que estuda o efeito do manejo e tratamento do animal e busca efetivas soluções para evitar sofrimento desnecessário, e também limitar perdas econômicas”.
Assim, podemos dizer que o Bem-Estar Animal (BEA) pode ser definido como:
O estado físico e mental de um animal em relação às condições em que vive e morre.
Um animal experimenta um bom grau de bem-estar se o animal estiver saudável, confortável, bem nutrido, seguro, não estiver sofrendo de estados desagradáveis, como dor, medo e angústia, e for capaz de expressar comportamentos que são importantes para seu estado físico e mental.
A gestação coletiva de suínos já é bastante conhecida em diversos países do mundo. E a eficiência de sua aplicação é validada por suinocultores de praticamente todos os cantos do mundo.
Neste conteúdo, você vai saber tudo sobre a gestação coletiva de suínos. O que ela é, como pode ser implementada, seu funcionamento e as vantagens e benefícios para os suinocultores que a praticam.

Gestação coletiva de suínos, o que ela é afinal de contas

A gestação coletiva de matrizes suínas é uma das mais novas adesões em boas práticas para melhorar a suinocultura.
Essa prática consiste na substituição da forma como as matrizes suínas são mantidas em confinamento durante o período de gestação. Ela se baseia na mudança de um modelo individual para um coletivo no confinamento das matrizes prenhas.
A prática dominante na suinocultura era que cada matriz suína em gestação fosse colocada em uma baia individual. Ela ficaria assim durante toda a gestação, até o nascimento dos leitões.
O sistema de celas de gestação para porcas ainda é o mais usado no Brasil, com fêmeas mantidas isoladas, privadas de interagir com o grupo, andar ou explorar o ambiente.
Desde cerca de 1970, essa foi a prática mais comum no setor, considerada praticamente uma unanimidade. E é bem verdade que o uso de baias individuais melhorou a produtividade das matrizes e a qualidade do ambiente em termos sanitários.
Porém, levar em conta o bem-estar animal é uma necessidade cada dia mais presente. E por isso, mais e mais criadores estão adotando a gestação coletiva. Que nada mais é que passar a colocar as matrizes suínas prenhas em baias coletivas.

Como funciona a gestação coletiva das matrizes suínas

No Brasil, a Embrapa, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e várias universidades pesquisaram esse novo sistema de produção e estão realizando vários seminários para disseminação da nova metodologia de produção de suínos.
Em sua base, trata-se de colocar os animais em período gestacional em um único alojamento coletivo. Não há uso de baias individuais previstos neste sistema uma vez que esteja completamente assimilado pelo criador de porcos.
O que significa, neste caso, que as matrizes ficam em alojamentos coletivos durante todo o seu período de gestação até o nascimento dos leitões.
Porém, também é possível fazer uso tanto das baias individuais como coletivas durante a gestação das matrizes. Por exemplo, as matrizes podem ser colocadas em baias individuais durante um período da gestação (geralmente 4 a 5 semanas iniciais), e no período restante elas podem ser colocadas em baias de gestação coletivas.
A principal finalidade do sistema de gestação coletiva é dar mais conforto e bem-estar as matrizes, melhorando a sua saúde. O que também estimula uma melhor qualidade da produção de leitões e, futuramente, da carne dos animais.

Como essa melhoria no conforto e bem-estar é alcançado por essa prática

As baias coletivas permitem que as matrizes suínas possam se expressar e se manifestar com naturalidade durante a gestação.
Esta prática visa permitir que as porcas possam caminhar, se espreguiçar, fuçar a terra e muito mais. Sem falar que os suínos são animais gregários, que gostam de formar grupos de convívio. O que é estimulado pela gestação coletiva em oposição a gestação em gaiolas ou baias individuais.
Enfim, nas baias coletivas é possível que as matrizes possam agir com mais naturalidade e liberdade. E isso gera menos estresse para o animal pois permite que elas caminhem (o que melhora a qualidade das articulações, músculos e ossos), permite que elas interajam com as companheiras. Isso torna o ambiente mais complexo e mais apropriado para elas.
Ou seja, o uso das baias coletivas dá as matrizes um ambiente mais livre e que — por permitir que o animal se mova livremente — gera mais conforto e bem-estar durante a gestação dos leitões.
Mas o aumento do conforto e bem-estar não é garantido apenas pelo uso das baias coletivas. E existem requisitos gerais para que essas baias promovam mais qualidade de vida as matrizes durante a gestação.

Requisitos de espaço nas baias coletivas

Ao colocar a gestação coletiva de matrizes suínas na prática é importante que o criador tome alguns cuidados com requisitos para as baias.
Um deles é a densidade por matriz suína dentro da cocheira de gestação coletiva. A densidade mínima necessária para garantir o espaço adequado para as matrizes é de 2,4m² por matriz.
Sem essa densidade de espaço por matriz, as porcas gestantes não conseguem se movimentar bem e se acomodar corretamente nas baias. E com isso, a gestação coletiva de matrizes suínas fica prejudicada, pois não há como gerar conforto e bem-estar para os animais em espaços apertados.
É preciso levar esse detalhe em conta sempre na hora de começar a trabalhar com a gestação coletiva.

A gestação coletiva aumenta a produtividade das matrizes

Quando se fala de gestação coletiva de matrizes suínas, existe um mito comum de que ela poderia causar aborto. A base para essa ideia é que as porcas poderiam se movimentar muito durante a gestação, bem como brigarem entre si.
E esses dois fatores, movimentação excessiva e brigas entre as porcas, podem prejudicar os fetos e levar a morte prematura dos leitões.
No entanto, estudos recentes feitos pela Embrapa, Mapa e a Associação Brasileira de Criadores comprovam que isso não é verdade.
A taxa de parição é maior entre porcas que passam boa parte ou toda sua gestação em baias coletivas. Em muitas das análises, os índices de nascimento foram superiores a 90%, o que é uma significativa melhora na produtividade da criação.
Vale ressaltar ainda que as brigas entre as matrizes geralmente ocorrem quando há problemas no manejo e observação do sistema. Por exemplo, quando a ração não é distribuída em quantidades suficientes para as matrizes, podem haver brigas pelo recurso entre os animais.
Outro fator que pode levar a brigas e ferimentos nos animais em gestação é uma densidade inadequada por animal nas baias coletivas.

Alguns dados importantes da gestação coletiva

Até 2026, JBS, BRF e Aurora devem adotar o uso de gestação coletiva em todo seu plantel
Segundo o médico veterinário Cleandro Pazinato, o sistema de alojamento de gêmeas de gestação coletiva é um modelo de produção que tem tido uma aderência cada vez maior.
Nos Estados Unidos praticamente 1/3 de suas matrizes já são alojadas em gestação coletiva, na Austrália chegando próximo de 100%, Nova Zelândia já com 100% e a União Europeia desde 2013 com 100% do seu plantel alojada em baias de gestação coletiva.
A JBS S.A. confirmou que irá trabalhar para que toda a sua cadeia de fornecimento de suínos seja adaptada ao sistema de gestação coletiva até 2025, abandonando totalmente o uso de celas de gestação

Desafios da gestação coletiva para suinocultores

A gestação coletiva de matrizes suínas é uma prática que está se popularizando no Brasil. E que vai continuar ganhando mais e mais espaço no cenário nacional da suinocultura por conta dos benefícios que trás a criação de porcas.
Mesmo assim, é bom salientar que a gestação coletiva também possui seus desafios. Tanto na implementação quanto no trabalho contínuo com este sistema em uma criação de matrizes.
Um desses desafios é que a gestação coletiva é um sistema que demanda maior atenção e qualidade de manejo e supervisão das matrizes. É o que aponta o pesquisador Osmar Dalla Costa, que faz parte da unidade de suínos e aves da Embrapa.

Custos e oportunidades da adoção do sistema

O sistema de gestão coletiva de matrizes suínas gera, em algumas vezes, certa apreensão dos suinocultores.
Essa apreensão não é relacionada a um possível medo sobre o resultado entregue. A mudança para a gestação coletiva tem respaldo internacional de países como os Estados Unidos e Europa. A preocupação dos suinocultores com estes sistemas recai sobre os custos iniciais de aplicação.
Dependendo do sistema, o suinocultor precisará alterar estruturalmente a granja. Aquisição de equipamentos, adoção de novas técnicas de manejo e mesmo o treinamento de colaboradores está previsto entre os custos de implementação da gestação coletiva.
Porém, o aumento de produtividade e a abertura a novos mercados consumidores (estes preocupados com a elevação na qualidade da carne que o bem-estar animal gera) tornam o investimento compensatório.

A importância de um piso de qualidade para as baias

O piso das baias é um dos elementos chave para a boa implementação de um sistema de gestação coletiva.
É importante que a baia das matrizes conte com pisos de qualidade e que sejam adequados para suínos. Afinal, pisos ruins para as baias podem ser um ponto que vai gerar estresse no animal, podendo assim prejudicar a prática da gestação coletiva.
Pisos de concreto são abrasivos, ou seja causa o desgaste dos cascos das matrizes, e isso, predispõe a porca a rachaduras e lesões nos cascos.
E não só isso, pisos inadequados também podem levar as porcas a sofrerem com a claudicação.
Ao colocar em prática a gestação em grupos de matrizes suínas, o criador deve garantir que as baias tenham um piso de borracha adequado.
Tanto para garantir que os animais possam se locomover com segurança, evitando escorregões, quanto diminuindo a ocorrência de problemas nos cascos.

A Vedovati Pisos é o lugar certo para os pisos das suas baias coletivas

A Vedovati Pisos é uma das principais referências nacionais quando o assunto é pisos de borracha para animais (bovinos, suínos e equinos). Com anos de experiência em diversos segmentos pisos e estrados de borracha, temos compromissos em garantir qualidade, eficiência e o melhor retorno para o suinocultor.
Pecuaristas criadores de diversas espécies, entre elas suinocultores, encontram em nossos pisos o conforto e segurança que seus animais precisam.
Você que está aderindo a gestação coletiva de matrizes suínas confira hoje mesmo o nosso catálogo de pisos para suínos.
Com certeza, o piso de borracha adequado que mais atende a necessidade de suas matrizes está lá.
Quero conferir os pisos para matrizes suínas em gestação de grupo agora mesmo
PS: Participou como colaborador deste artigo Thiago Bernardino de Almeida, DVM, MSc, PHD Candidate.

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/gestacao-coletiva/
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2020.09.23 18:28 EmetEnjoy Posibles escenarios de las criptomonedas en el lapso de 10 años, vistos por expertos

El siguiente ejercicio se hace basado en las posibilidades que tienen las criptomonedas y lo que probablemente pasará en el escenario económico y político, sustentado en las líneas del presente. Hay para elegir: Dólar digital vs Yuan digital, implante para redes sociales, criptomonedas por producto, criptomonedas por sabor, para todo tipo de causas y personalizadas. Acompáñanos a ver un poco lo que podría pasar con un modelo financiero que llegó para moldear nuestro futuro.
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Septiembre 23.- Corre el año 2031 y te vas de vacaciones, quieres comprar unos lentes de contacto para sol y usas la realidad aumentada para probarte algunos pares, encuentras uno que te gusta y ahora es el momento de pagar.
Tiene tantas opciones de pago como puedas imaginar, que incluyen: el dólar estadounidense digital, pero prefieres no apoyar al gobierno de los Estados Unidos porque no se ha hecho cargo de unirse a las cuotas ecológicas mundiales del mes. Tienes Facebook Libra, pero tiene reservas sobre el nuevo implante cerebral de Facebook, así que no, gracias.
Bitcoin, pero no quieres gastar tu oro digital, ya que el precio de BTC acaba de alcanzar los $ 500k, Eyeglass Coin, la moneda nativa de este sitio web de los lentes de contacto de sol, que te ofrece un 10% de descuento. Planet Coin, un proyecto que trabaja para combatir el cambio climático, y así sucesivamente.
Esto suena complicado, pero no lo es, ya que tu billetera inteligente calcula instantáneamente todos los tipos de cambio y está perfectamente conectada al sitio web del proveedor de lentes de sol.
Lo único que sabemos con certeza sobre el futuro de las monedas mundiales: hay muchos escenarios que están en juego.
Como lo ha planteado el gurú de la tecnología financiera, David Birch, que afirma que las potencias mundiales están inmersas en una "Guerra Fría Monetaria", con China y Estados Unidos compitiendo por la supremacía.
China se adelantó con el proyecto DCEP (moneda digital / pago eléctrico) respaldado por el gobierno, pero ahora sabemos que la Reserva Federal está experimentando con un dólar digital.
Y luego, por supuesto, tenemos los comodines de Bitcoin, el potencial de Libra de Facebook, y miles de otras criptomonedas actuales y futuras, todas gobernadas de formas novedosas y, a veces, actuando de forma autónoma.

¿Cuál va a ganar?

Esta es la pregunta que todos los futurólogos del espectro financiero se están haciendo al cierre de este 2020. Mientras proyectan otro cuestionamiento: ¿Y qué significaría el resultado para Internet en 2030?
Estos videntes vienen haciendo proyecciones sobre algunos escenarios, algunos con algo de pesimismo otros con reserva, también están los que ven u futuro promisorio. Sin embargo, las consecuencias del mundo real son significativas. “Esto no es solo divertido, es de vital importancia”, dice el futurista Ross Dawson: “El mundo del dinero podría cambiar fundamentalmente en los próximos 10 años y las implicaciones podrían ser masivas. Esto es algo en lo que realmente debemos pensar activamente”.
Las posibilidades o caminos posibles desde la mirada de los analistas:
Camino 1: El dólar estadounidense decae, pero ninguna moneda dominante emerge en su lugar. Tenemos innumerables monedas para usar en cada transacción.
Camino 2: La moneda digital de China gana dominio
Camino 3: Estados Unidos conserva el dominio con un dólar digital
Camino 4: Una criptomoneda no respaldada por el gobierno (como Bitcoin) gana dominio
Los expertos aclaran que no se trata de predicciones, sino de algunos posibles escenarios que podrían desarrollarse. Así que no se enojen con ellos en 2030 si no puede comprar su cerveza con Guinness Coin. Además, cada futurista habla solo por sí mismo, por lo que la especulación de uno no debe interpretarse como el consenso de todos.
Entonces, ¿cómo afectará el dinero a Internet 2030 y cómo llegamos allí?

Camino 1: Dólar decae y hay muchas criptomonedas

El futurista Brett King, autor del libro Bank 4.0, ve las condiciones actuales que podrían dar lugar a un sistema de monedas revueltas:
“Hemos tenido un aumento de aproximadamente un 1,000 por ciento en las protestas entre 2000 y 2020”. “Tienes los niveles más altos de desigualdad registrados en la historia de Estados Unidos, y eso es muy similar para economías como el Reino Unido y Australia”. También señala una “clara desconexión entre el mercado de valores y la economía”, dice King.
“Podrás encontrar personas que eligen criptomonedas, o mini economías dentro de la economía global, donde la gente dice, voy a tomar una decisión ética con este tipo de moneda o este tipo de plataforma”, sostiene el analista.
Por su parte Birch sostiene que la gente se planteará: “Las monedas de las comunidades donde vivo y ya no le preocupan los dólares estadounidenses, porque (en este escenario) no pago impuestos.
“Te preocupas por el dólar de Reddit. O el dólar de IBM”. En este mundo, dice Birch, “el Estado Nación comienza a desmoronarse un poco y nos encontramos en un estado constante de guerra cibernética, donde nuestras lealtades ya no son nacionales”.

Camino 2: China logra el dominio

China está haciendo movimientos, según Koji Okuda de Nikkei Asian Review, para la red global de pagos en yuanes (Sistema de Pago Interbancario Transfronterizo) y ya cuenta con casi 1.000 instituciones financieras, y está haciendo avances en África, “debido a la influencia económica de China en esta región. Y como informa Ledger Insights, “los pagos de África utilizando la moneda de China aumentaron un 123% en tres años” durante junio de 2019.
Dicho esto, incluso cuando China continúa avanzando agresivamente tanto con la fortaleza de la moneda como con su programa de criptomonedas global, la mayoría de los futuristas estuvieron de acuerdo en que es poco probable que China obtenga una verdadera hegemonía en la próxima década, incluso si la nación continúa ganando influencia.
E incluso si China logra la hegemonía, es muy posible que el impacto sea, en general, positivo. “De hecho, tengo una noción positiva de lo que se convertiría China”, dice el profesor Michael Sung, codirector del Centro de Investigación Fintech de la Escuela Internacional de Finanzas Fanhai de la Universidad de Fudan. Reconoce el bagaje histórico del Partido Comunista, pero señala: “Si miras a China, pasaron de verdaderos comunistas a un mercado libre en el espacio de una década. Pasó de ser el contaminante número uno del mundo a liderar el acuerdo de París”.
La futurista Heather Vescent pinta un cuadro más oscuro. Vescent estudia ciberseguridad y espionaje, y es coautor del Cyber Attack Survival Manual. Ella apunta a un resultado probable en un mundo de hegemonía monetaria china: un aumento masivo de la vigilancia. “En los países occidentales, tenemos una división entre el gobierno y el sector privado. No es así en China, por lo que el espionaje chino apoya sus negocios del sector privado ".
“Imagínese si Apple fuera una empresa china que se gestiona a nivel mundial, con la visión china", dice. “China no va a cambiar su visión del mundo cuando tenga productos en Estados Unidos”. Entonces, ¿cómo cambia esto Internet 2030? “Bueno, ¿quieres tener miedo a la vigilancia?” Un escenario de hegemonía de China significaría vigilancia sobre todos.

Camino 3: Estados Unidos conserva el dominio con un dólar digital

Brett King piensa que, dada toda la competencia y los vientos en contra que Estados Unidos podría enfrentar en los otros escenarios (como la competencia de China), entonces si conserva su dominio en la próxima década, entonces debe hacer algo fuera de lo común para lograrlo.
¿Cómo se mantiene la relevancia de Estados Unidos desde una perspectiva monetaria? Pregunta King. Luego imagina un escenario en el que Estados Unidos muestra un dominio renovado con el crecimiento de la infraestructura global.
Primero, considera algunas posibilidades básicas: tal vez Estados Unidos crea avances en el envío autónomo, la entrega con drones o la tecnología de la cadena de suministro.
Luego plantea lo que él llama “un escenario realmente real, afuera”: liderazgo en cambio climático: “En el proceso de todo esto las secuelas de la pandemia del coronavirus, el cambio climático comienza a golpear, y tienes billones y billones de deudas en todo el mundo.
Entonces, Estados Unidos acude a las Naciones Unidas y dice: “Creemos que toda la deuda nacional debe ser perdonada, pero esa deuda nacional debe comprometerse con la mitigación del cambio climático durante los próximos 50 años". Y será monitoreada por la comunidad global “.
King continúa: “De repente, ahora tienes billones de dólares de capital que pueden destinarse a ecologizar el planeta, la eficiencia energética y todo este tipo de cosas. Por lo tanto, Estados Unidos está fuertemente incentivado para ir al Sahara y construir granjas solares masivas que puedan abastecer a toda Europa. Como ejemplo. Pero algo así haría que Estados Unidos fuera cada vez más relevante en el sistema”.

Camino 4: El escenario lo gana una criptomoneda sin respaldo gubernamental

¿Cómo se vería Internet si una moneda privada (no regulada por el gobierno) emergiera como dominante?
“Si pudieras pagarle a cualquier persona en cualquier parte del mundo, al instante y de forma gratuita, no dependeríamos tanto del modelo publicitario del contenido de Internet”, dice Birch. Los micropagos (como Brave) podrían finalmente emerger de un nicho para generalizarse.
Birch también destaca las posibilidades optimistas, como “Si pudiera hacer negocios con cualquier persona en el mundo, con suerte, surgirían nuevos productos y servicios para facilitar ese comercio y esa interacción”.
La incertidumbre internacional puede impulsar el uso de criptomonedas. “Si tenemos una estructura geopolítica estable, donde la mayoría de las personas y la mayoría de las naciones se sientan seguras, eso no fomentará un gran aumento de las monedas digitales no gubernamentales”, razona el futurista Ross Dawson.
“Siempre habrá monedas nacionales”, dice Dawson. "Nunca vamos a tener un momento en que el gobierno diga: “Está bien, nos damos por vencidos, no vamos a hacer esto nunca más”.
Entonces, la pregunta es ¿cuál es el equilibrio entre la economía sumergida y la economía regulada? Señala como ejemplo la economía sumergida de Italia, que según algunas estimaciones es más del 12% del PIB de la nación, en gran parte como resultado de la evasión fiscal.
Al menos en este escenario, Bitcoin (o alguna otra criptomoneda) finalmente no es solo una reserva de valor o una inversión especulativa. Podría usarse ampliamente para comprar una taza de café, pagar el alquiler o, sí, para comprar un par de lentes de contacto solares.

Faswet parte del futuro

Los escenarios planteados por los futurólogos dejan claro una sola cosa: las criptomonedas y el dinero digital no tienen un punto de retorno. Son el ahora que se va generalizando mientras dibujan el futuro que se acelera cada segundo.
Desde esta perspectiva Faswet viene ofreciéndole a los usuarios la posibilidad de entrar en este circuito futurista del manejo de sus finanzas por medio de una solución que conjuga: seguridad, fiabilidad e inmediatez descentralizada.
Disfruta Faswet: https://faswet.com/es
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2020.09.21 21:57 iagovar ¿Cómo ves a España dentro de 10 años?

Intenta escribir algo más de una línea.
En mi opinión el país va a colapsar antes de 10 años, a grandes rasgos, por estos factores.
De momento el único planteamiento es el de la GENCAT, que es limitar precios a través de un índice, que me temo que funcionará en muchos municipios pero no creo que lo haga en Barcelona, salvo que cambie mucho la demografía. Modelos comprobados como el Vienés, ni están ni se les espera.
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2020.09.11 18:53 GalacticLinx ¿Por que los “liberales” quieren la sindicalización de la policía?

¿Es por la fantasía norteamericana donde el sindicato solo existe para defender a policías asesinos cuando van a juicio?
Porque sino no se entienden.
Se la pasan hablando contra los sindicatos, salvo en este caso.
Además Latinoamérica suele copiar modelos europeos, y en Europa la policia sindicalizada tiende a la organización regional para defenderse ante la PRIVATIZACIÓN DE LA FUERZA, o incluso para defenderse cuando se niegan a reprimir la protesta social (caso Cataluña, donde la policía sindicalizada de toda Europa salió a defender a la policía catalana por NO ACATAR LA ORDEN de reprimir la manifestación)
A todo eso agrégale lo siguiente:
Todos, o casi todos, los sindicatos son peronistas, y los que no lo son, son de izquierda trotskista.
¿Que les hace pensar que de haber un sindicato policial no se hagan peronistas o esté dominado por ellos?
¿En serio quieren sindicalistas peronistas armados hasta los dientes?
Simplemente no los entiendo.
Ya creo que se oponen a cualquier cosa y se envalentonan con cualquier gilada desestabilizadora aunque esa gilada vaya en contra de ellos mismos.
¿Que opinan?
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2020.09.10 13:44 marcelomrdemelo As eleições estão a chegar é preciso debater sobre elas e o que nelas está em jogo!

Caros conbenfiquistas,
Estive a fazer várias pesquisas, e considero que a informação que nos chega sobre as eleições do próximo mês de Outubro é estranhamente escassa ou enviesada:
  1. Data das eleições: No mais recente esclarecimento da MAG, ainda é feita alusão "a eleições para os órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica, a realizar no próximo mês de outubro, " e " a votação no próximo mês de outubro " , sem precisar quando é que são as eleições exatamente. Podemos estar a menos de um mês do sufrágio e nada se sabe ainda sobre o dia e hora do ato eleitoral. A discussão orbita em torno do voto ser eletrónico e/ou em papel, que é uma preocupação que não deveria sequer existir numa instituição que se diz idónea e que tem formas internas de o fiscalizar.
  2. Campanha de Luís Filipe Vieira:
    1. Ausência de aparecimento: Ainda não percebi se a recente proeminência do Rui Costa na gestão das contratações tem a ver com uma nova forma de estar no clube ou com um deliberado desaparecimento da figura de LFV da ribalta, de modo a não ser questionado pelos jornalistas sobre as eleições, sobre a sua própria candidatura, ou sobre os inúmeros focos de incêndio reputacional pessoais.
    2. Ideias para o novo mandato: Sabe-se pouquíssimo, parece que o que importa por agora é mostrar no defeso o que vai ser o novo benfica: JJ, Rui Costa, vendas elevadas... e compras elevadas (esta é a grande novidade). As únicas declarações que lhe conheço sobre o porquê do novo benfica é: A dimensão económica do mercado português ainda não permite que a Benfica SAD consiga desenvolver o seu modelo de negócio, nomeadamente quando temos de competir economicamente com os maiores clubes das principais Ligas europeias. Entenda-se com esta frase que o presidente assume que falhou o objetivo de reter os jovens e competir na Europa com a prata da casa (objetivo que tinha traçado para esta presidência). Porém, LFV conclui que "tudo faremos para continuar a trabalhar e a obter resultados em linha com o caminho que percorremos", o que sugere que a linha que quer seguir é de...continuidade. Conclusão: se por um lado o novo benfica será a correção do benfica que tivemos no pós-JJ, o presidente quer continuar o caminho trilhado (económico? desportivo?) ficando em aberto perceber como irá compatibilizar ambos os discursos.
    3. Apoiantes: Este é outro mistério. Sabe-se que várias casas do Benfica estão com ele, mas quem são as figuras proeminentes que apoiam mais uma presidência: tirando obviamente todos aqueles que figuram na sua lista, ouviu-se falar de Manuel Vilarinho e de Óscar Cardozo.
    4. Rui Pinto: a recente notícia que Vieira terá estado envolvido com a Doyen e em esquemas de corrupção no Brasil (Odebrecht), vem somar-se ao nevoeiro em torno da figura do presidente, e constitui a reiteração de denúncias dirigida ao atual presidente, libertadas sempre espaçadamente ao longo dos últimos anos. Duas perguntas com sentido contrário: porque motivo sai apenas em Setembro esta notícia? E Porque motivo Vieira não comenta ou refuta estas alegações, mesmo estando a semanas de um sufrágio?
    5. Auditoria Novo Banco: No final de 2018, a dívida de empresa de LFV ao Novo Banco ascendia a 760 milhões de euros, sendo que LFV provocou perdas de 225 milhões ao Novo Banco. Duas perguntas: (i) é possível conciliar uma vertente pessoal plena de dívidas e incumprimentos com um discurso e estratégia de recuperação de contas na direção do clube? (ii) Que reputação resta ao atual presidente senão a que advém do cargo que ocupa: está o Benfica a lucrar (em termos de gestão) quando ao volante segue uma pessoa altamente incumpridora dos compromissos financeiros nos seus projetos pessoais?
  3. Campanha de João Noronha Lopes:
    1. Ideias para o novo mandato: um tanto vagas. De concreto sabemos que apoia JJ e que quer "ambição", "credibilidade", "transparência", e "glória". Parece que o valor maior deste candidato é: (i) não ter o lastro de incidentes com a justiça e com a banca que LFV tem; (ii) ter experiêcia de gestão ao mais alto nível empresarial; (iii) ter experiência prévia na gestão do clube. De resto, não se sabe o como chegará aonde quer chegar, o que é curto para um candidato que é tão convicto de que a critica o que LFV tem feito de mal.
    2. Apoiantes: Penso que mora aqui o grande ponto a favor deste candidato: reúne inúmeros apoiantes de renome, de ex-treinadores/atletas (António Simões, Ângelo Martins, Toni, Isaías, etc), a ex-dirigentes (José Ribeiro e Castro, Manuel Tinoco de Faria,João Carvalho. João Malheiro ), e a figuras do espaço público (António Pedro Vasconcelos, António Zambujo, Ricardo Araújo Pereira, Pedro Ribeiro, Pedro Adão e Silva, Pedro Norton, etc).
  4. Campanha de Rui Gomes da Silva:
    1. Ideias para o novo mandato: a principal e talvez única é "devolver o clube aos seus verdadeiros donos". Esta candidatura resultado de uma campanha de anos que nada mais é do que a vingança de RGS fruto da dissidência para com a liderança/lista de LVF. Tem a seu favor anos de presença pública, sendo por isso uma figura conhecida. Porém, isso não lhe confere mais reputação só por isso, podendo constituir igualmente uma desvantagem. O seu discurso terá sempre como ponto fraco a inultrapassável coabitação com LFV e sua gestão.
    2. Apoiantes: Não consegui apurar quem o apoia.
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2020.08.05 19:51 PandaPaul0 LA MEJOR ACCION QUE ENCONTRE Y BARATA!

LA MEJOR ACCION QUE ENCONTRE Y BARATA!
Bueno como el nombre lo dice, hoy vengo a mostrarles cual es mi mejor análisis a largo plazo sobre acciones, eh investigado muchas acciones y leído cientos de informes contables de muchas empresas y déjenme decirles que es muy difícil encontrar una empresa con futuro, que actualmente sea importante y tenga una ventaja sobre su contabilidad y como empresa.
https://preview.redd.it/gxttr8y328f51.png?width=1366&format=png&auto=webp&s=c9f6ef365b386438b48142c86617824e0549ed27
Me refiero a la empresa Taiwan Semiconductor Manufacturing Company o mas resumidamente TSMC, cotiza en la bolsa de new york NYSE con el ticket TSM. ¿A que se dedica la empresa?
TSMC fue pionera en el modelo de negocio de fundición de pure-play cuando fue fundada en 1987, y ha sido la fundición de semiconductores dedicada más grande del mundo desde entonces. La compañía apoya un ecosistema próspero de clientes globales y se asocia con las tecnologías de procesos líderes de la industria y la cartera de soluciones de habilitación de diseño para dar rienda suelta a la innovación para la industria global de semiconductores. Con operaciones globales que abarcan Asia, Europa y América del Norte, TSMC sirve como un ciudadano corporativo comprometido en todo el mundo.
TSMC implementó 272 tecnologías de proceso distintas y fabricó 10.761 productos para 499 clientes en 2019 al proporcionar la más amplia gama de servicios avanzados de tecnología de embalaje. TSMC es la primera fundición en proporcionar capacidades de producción de 5 nanómetros, la tecnología de proceso de semiconductores más avanzada disponible en el mundo. La Compañía tiene su sede en Hsinchu, Taiwán.
En primer lugar, cabe señalar que TSMC, que cotiza en la Bolsa de Nueva York, es ahora la mayor empresa de semiconductores del mundo por valor de mercado.

Valor de mercado IC Empresas

Gráfico del sector de la cuota de mercado en las fundiciones contractuales
https://preview.redd.it/mh9ky8bvu7f51.jpg?width=940&format=pjpg&auto=webp&s=dc7b240edbd7dbd061faac923b4ced7603fce817
Este fabricante fue incluido entre las 10 compañías tecnológicas más relevantes de Thomson Reuters. No es para menos, ya que tienen en su cartera de clientes a empresas como AMD, Apple, Huawei, Alibaba, Qualcomm, Nvidia o MediaTek. De hecho, tiene su propio museo (TSMC Museum of Innovation) en el que podemos conocer todas las innovaciones que esta empresa ha llevado al mercado. Su crecimiento es tal, que en 2018 creó su 18ª fábrica.
Los procesadores Apple A14 los manufactura TSMC en su fábrica #18 y siguen el proceso de 5nm. La compañía llama a esta tecnología Fin Field-Effect Transistor (FinFET), la cual está optimizada para alto rendimiento portátil, como para computación de alto rendimiento (superordenadores). La tecnología 5 nm se empezó a producir en marzo de 2019, aunque el objetivo del gigante taiwanés es alcanzar su producción en masa en 2020. Mientras tanto, se prevé el anuncio de la tecnología N5P.
Algunos os preguntaréis ¿Y los 3 nm? Hace pocos meses os informamos de que TSMC empezará la producción en masa de 3nm en 2022. Para ello, la empresa taiwanesa va a construir una fábrica especial, cuya inversión asciende a 19.5 mil millones de dólares. Lo mejor de todo es que no es un proyecto a largo plazo porque quieren empezar a producir en masa en 2022. No sólo eso, tuvo que contratar 8.000 ingenieros para desarrollarlo.
Como pueden ver tiene de clientes a las empresas tecnológicas mas grande del mundo y son la empresa numero 1 en lo que hace. Además de eso ...
Sólo hay tres empresas que pueden fabricar chips super-avanzados en el mundo: Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), Intel con sede en California y Samsung de Corea del Sur. La fabricación de chips de última generación es rara y especializada porque es increíblemente caro seguir compitiendo al más alto nivel.
Esta semana, las acciones de TSMC (TSM) se elevaron a nuevas alturas en Taiwán después de que Intel (INTC) advirtió que estaba retrasado en la fabricación de chips de 7 nanómetros, y puede subcontratar la producción de ellos. Los chips avanzados pueden almacenar y procesar más información. Un tamaño de nanómetro más pequeño significa un chip más avanzado.
Ahora a continuación les dejo un link que los lleva directo a los estados financieros de esta empresa, desde 2010 hasta 2019, por si alguien busca en otro lugar le hago la aclaración que en casi todos lados los estados contables de la empresa aparecen TWD (Dólar de Taiwán) por lo que puede resultar confuso al principio y desorbitado los números, por eso dejo el siguiente link el cual muestra las cuentas en Dólares Americanos tradicionales (USD).
https://stockrow.com/TSM/financials/income/annual
No pretendo hacer una visión detallada de cada parte de los estados financieros pero si pondré los datos mas relevantes para que vean un resumen de lo increíblemente buena que es la empresa en cuanto a términos financieros.
Quick Ratio = 1.22
Current Ratio = 1.36
Debt/Equity = 0.13
ROE = 24%
Net Margin = 35%
A continuación también les dejo un análisis sobre el valor intrínseco de la acción basado en sus cash flows futuros.
https://simplywall.st/stocks/tw/semiconductors/tsec-2330/taiwan-semiconductor-manufacturing-shares/news/calculating-the-intrinsic-value-of-taiwan-semiconductor-manufacturing-company-limited-tpe2330/
https://preview.redd.it/j0m9k61a18f51.png?width=1000&format=png&auto=webp&s=694d07fdf665bb43d6ec0b3545d9488890fe405b
Para concluir, la acción cotizaba cuando hice este análisis a unos 66 USD y hoy esta en 83 USD, eso implica un aumento del 25% aproximadamente, pero considero que esta demasiado cara al igual que otras acciones también, por eso considero que primero debe hacer una corrección para entrar en ella. Pero fuera de eso como pueden ver es una excelente empresa para invertir a largo plazo.
Respecto al lenguaje técnico no hago especificación de que es cada cosa porque se desvía del post, es algo que si quieren se puede tratar en otro post aparte enfocado a eso.
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2020.07.21 10:25 Subversivo-Maldito Sobre el acuerdo alcanzado en Europa. [Pablo Iglesias]

Sobre el acuerdo alcanzado en Europa:
Todos recordamos la respuesta dada por las instituciones europeas a la crisis financiera de hace 10 años: austeridad, hombres de negro y exigencias de recortes sociales que provocaron la asfixia de los países del sur y una grave crisis del proyecto europeo. El acuerdo alcanzado esta madrugada en Europa no va todo lo lejos que a algunos nos gustaría, pero va en una dirección diametralmente opuesta a lo que vimos en la última década.
El acuerdo aprobado por el Consejo Europeo tiene un alcance histórico y sin precedentes en la UE: el conjunto de los países que componen la Unión se endeudará conjuntamente para financiar un estímulo fiscal de una dimensión muy importante. Europa reacciona de forma conjunta, coordinada y solidaria con un ambicioso plan de inversiones.
El acuerdo constituye un salto adelante en el modelo presupuestario de la UE: por primera vez en la historia de la UE se plantea un paquete de subvenciones financiado con deuda conjunta. Los “eurobonos”, que parecían inviables hace unos años, ahora son una realidad y servirán para afrontar esta crisis de forma distinta, sin recortes. La UE parece haber aprendido las lecciones tras la crisis anterior: en esta ocasión no tendremos austeridad, sino un ambicioso plan de estímulos fiscales; en esta ocasión no tendremos hombres de negro visitando los países, sino planes de inversión negociados. Europa ha entendido que la única forma de salir de la crisis es cooperar.
• Se prevé una movilización de fondos de 750.000 millones de euros en el horizonte 2020-2023, destinados a la recuperación de la región. Supondrá una movilización de recursos equivalentes al 17% de la Renta Nacional Bruta de la UE.
• Con respecto a la propuesta de la Comisión Europea presentada a finales de mayo, los fondos europeos que se repartirán en forma de subvenciones serán definitivamente 390.000 millones, en lugar de los 500.000 millones inicialmente propuestos. A pesar de la reducción, es una cantidad muy importante. Estas subvenciones se corresponden con Fondos de la Facilidad de Recuperación y Resiliencia y distintas partidas del MFP 2021-2027.
• Los 360.000 millones restantes se repartirán en forma de préstamos, que se empezarán a devolver a partir de 2027 y tendrán un plazo de amortización de 30 años. Además, el tipo de interés será muy bajo.
• España recibirá 140.000 millones, de los cuales 72.000 millones serán ayudas a fondo perdido. Este histórico monto de inversiones será crucial para alcanzar dos objetivos: 1) impulsar la recuperación de nuestra economía y 2) propiciar la transformación de nuestro modelo productivo, avanzando hacia la transición ecológica, la digitalización, la movilidad sostenible, y el desarrollo de la economía de cuidados.
• El acceso a estos fondos deberá solicitarse mediante Planes de Inversiones y Reformas que presente cada país, dando así flexibilidad a los países a llevar a cabo sus programas nacionales, siempre dentro del marco de las recomendaciones del Semestre Europeo (CSRs). En concreto, se valorarán positivamente programas relacionados con la digitalización y la transición ecológica. Estamos, por tanto, en un escenario distinto al que nos encontrábamos en la crisis anterior, por lo que podemos hablar de una “condicionalidad blanda”, en contraposición a la “condicionalidad estricta” que vimos en aquella crisis.
• En cuanto a la Gobernanza, los programas nacionales deberán ser aprobados por una mayoría cualificada estaos miembro, en lugar de por unanimidad. De esta manera, se esquiva la capacidad de veto que exigían algunos países.
• Sin embargo, se establece un freno de emergencia por el cual un estado miembro o varios podrán exigir el seguimiento de un programa de otro país en caso de desviaciones con respecto a lo negociado. Este seguimiento tendrá en todo caso un carácter político y no técnico, ya que será el Consejo Europeo quién decidirá sobre la continuidad del programa.
• El Fondo Social Europeo también sale reforzado. De los fondos presupuestados, al menos el 25% deberá destinarse a la inclusión social y la integración de personas migrantes; el 2% se destinará a combatir la pobreza material, y el 10% irá a la lucha contra el desempleo juvenil. El acuerdo evita además los recortes a la Política Agraria Común, que inicialmente se barajaron.
A pesar del carácter global satisfactorio del acuerdo, en las últimas horas hemos visto reducirse partidas importantes del Marco Financiero Plurianual (MFP) para compensar a los países que exigían un paquete de inversiones más moderado. Es el caso del gasto en Sanidad (fijado inicialmente en 5.000 millones), la partida “Horizonte” dedicada a la investigación (11.500 millones) y el Fondo de Transición Justa (que pasa de 30.000 a 10.000 millones), en un momento en que el gasto público en esas partidas se ha demostrado imprescindible. Se echa en falta también una condicionalidad más dura vinculada a reformas en clave de transición ecológica, movilidad sostenible, cuidados y derechos sociales.
No obstante, debemos destacar algo clave para España: el acuerdo alcanzado no solo no impedirá que el Gobierno de coalición continúe aplicando su programa, sino que significará un enorme estímulo para continuar con las transformaciones en clave de recuperación de derechos y reconstrucción de lo público que nos marcamos en el acuerdo de Gobierno.
Este acuerdo es un buen acuerdo para la UE y para España y es un balón de oxígeno para el proyecto europeo, pero queda un largo camino por recorrer para avanzar en una Unión Europea que garantice un marco institucional y de gobierno en el que se refuercen los procedimientos democráticos, así como una reforma del Pacto de Estabilidad y Crecimiento para evitar una posible vuelta de la austeridad fiscal. [Pablo Iglesias]
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2020.07.21 09:47 Subversivo-Maldito A pesar de la derecha española (que ha fracasado en su intento de boicot), la UE alcanzó anoche un acuerdo histórico y diametralmente opuesto al suicidio austeritario que impuso en la crisis anterior. [Pablo Echenique]

A pesar de la derecha española (que ha fracasado en su intento de boicot), la UE alcanzó anoche un acuerdo histórico y diametralmente opuesto al suicidio austeritario que impuso en la crisis anterior.
Aquí lo explica en todo detalle Pablo Iglesias 👇
Sobre el acuerdo alcanzado en Europa:
Todos recordamos la respuesta dada por las instituciones europeas a la crisis financiera de hace 10 años: austeridad, hombres de negro y exigencias de recortes sociales que provocaron la asfixia de los países del sur y una grave crisis del proyecto europeo. El acuerdo alcanzado esta madrugada en Europa no va todo lo lejos que a algunos nos gustaría, pero va en una dirección diametralmente opuesta a lo que vimos en la última década.
El acuerdo aprobado por el Consejo Europeo tiene un alcance histórico y sin precedentes en la UE: el conjunto de los países que componen la Unión se endeudará conjuntamente para financiar un estímulo fiscal de una dimensión muy importante. Europa reacciona de forma conjunta, coordinada y solidaria con un ambicioso plan de inversiones.
El acuerdo constituye un salto adelante en el modelo presupuestario de la UE: por primera vez en la historia de la UE se plantea un paquete de subvenciones financiado con deuda conjunta. Los “eurobonos”, que parecían inviables hace unos años, ahora son una realidad y servirán para afrontar esta crisis de forma distinta, sin recortes. La UE parece haber aprendido las lecciones tras la crisis anterior: en esta ocasión no tendremos austeridad, sino un ambicioso plan de estímulos fiscales; en esta ocasión no tendremos hombres de negro visitando los países, sino planes de inversión negociados. Europa ha entendido que la única forma de salir de la crisis es cooperar.
• Se prevé una movilización de fondos de 750.000 millones de euros en el horizonte 2020-2023, destinados a la recuperación de la región. Supondrá una movilización de recursos equivalentes al 17% de la Renta Nacional Bruta de la UE.
• Con respecto a la propuesta de la Comisión Europea presentada a finales de mayo, los fondos europeos que se repartirán en forma de subvenciones serán definitivamente 390.000 millones, en lugar de los 500.000 millones inicialmente propuestos. A pesar de la reducción, es una cantidad muy importante. Estas subvenciones se corresponden con Fondos de la Facilidad de Recuperación y Resiliencia y distintas partidas del MFP 2021-2027.
• Los 360.000 millones restantes se repartirán en forma de préstamos, que se empezarán a devolver a partir de 2027 y tendrán un plazo de amortización de 30 años. Además, el tipo de interés será muy bajo.
• España recibirá 140.000 millones, de los cuales 72.000 millones serán ayudas a fondo perdido. Este histórico monto de inversiones será crucial para alcanzar dos objetivos: 1) impulsar la recuperación de nuestra economía y 2) propiciar la transformación de nuestro modelo productivo, avanzando hacia la transición ecológica, la digitalización, la movilidad sostenible, y el desarrollo de la economía de cuidados.
• El acceso a estos fondos deberá solicitarse mediante Planes de Inversiones y Reformas que presente cada país, dando así flexibilidad a los países a llevar a cabo sus programas nacionales, siempre dentro del marco de las recomendaciones del Semestre Europeo (CSRs). En concreto, se valorarán positivamente programas relacionados con la digitalización y la transición ecológica. Estamos, por tanto, en un escenario distinto al que nos encontrábamos en la crisis anterior, por lo que podemos hablar de una “condicionalidad blanda”, en contraposición a la “condicionalidad estricta” que vimos en aquella crisis.
• En cuanto a la Gobernanza, los programas nacionales deberán ser aprobados por una mayoría cualificada estaos miembro, en lugar de por unanimidad. De esta manera, se esquiva la capacidad de veto que exigían algunos países.
• Sin embargo, se establece un freno de emergencia por el cual un estado miembro o varios podrán exigir el seguimiento de un programa de otro país en caso de desviaciones con respecto a lo negociado. Este seguimiento tendrá en todo caso un carácter político y no técnico, ya que será el Consejo Europeo quién decidirá sobre la continuidad del programa.
• El Fondo Social Europeo también sale reforzado. De los fondos presupuestados, al menos el 25% deberá destinarse a la inclusión social y la integración de personas migrantes; el 2% se destinará a combatir la pobreza material, y el 10% irá a la lucha contra el desempleo juvenil. El acuerdo evita además los recortes a la Política Agraria Común, que inicialmente se barajaron.
A pesar del carácter global satisfactorio del acuerdo, en las últimas horas hemos visto reducirse partidas importantes del Marco Financiero Plurianual (MFP) para compensar a los países que exigían un paquete de inversiones más moderado. Es el caso del gasto en Sanidad (fijado inicialmente en 5.000 millones), la partida “Horizonte” dedicada a la investigación (11.500 millones) y el Fondo de Transición Justa (que pasa de 30.000 a 10.000 millones), en un momento en que el gasto público en esas partidas se ha demostrado imprescindible. Se echa en falta también una condicionalidad más dura vinculada a reformas en clave de transición ecológica, movilidad sostenible, cuidados y derechos sociales.
No obstante, debemos destacar algo clave para España: el acuerdo alcanzado no solo no impedirá que el Gobierno de coalición continúe aplicando su programa, sino que significará un enorme estímulo para continuar con las transformaciones en clave de recuperación de derechos y reconstrucción de lo público que nos marcamos en el acuerdo de Gobierno.
Este acuerdo es un buen acuerdo para la UE y para España y es un balón de oxígeno para el proyecto europeo, pero queda un largo camino por recorrer para avanzar en una Unión Europea que garantice un marco institucional y de gobierno en el que se refuercen los procedimientos democráticos, así como una reforma del Pacto de Estabilidad y Crecimiento para evitar una posible vuelta de la austeridad fiscal.
https://www.facebook.com/pablo.echenique/posts/2729292324014534
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2020.07.19 23:29 valhalaman GUIA PARA EMPRENDEDORES 3/3: Cómo abrir una empresa en EEUU? Cómo arrancar?

En los posts anteriores les hablé la posibilidad de abrir un LLC en EE.UU. y de su complejidad (o no) en cuanto al proceso.
En el año 2006 Thomas Friedman, periodista del New York Times, escribió un libro llamado “La tierra es plana”. El libro habla sobre la globalización y de cómo aplanar el trabajo. A mí me ayudó mucho, en el 2006 :). El libro trata de un tema que ahora es algo obvio, pero parecería que para muchos argentinos no lo es. Acá vamos:
Veo que muchos estamos atrapados en una mentalidad local y pensamos que la única alternativa de progresar es irse del país.
Este post va a intentar unir la posibilidad de darte de alta para operar en otro país (la LLC) con el trabajo desde Argentina, seas profesional o no. Si requiere de inversión en la alt 1 y cero inversión en la alt 2.
-----------------------
NO SOY PROGRAMADOR, NI TENGO SERVICIOS GLOBALES. ¿QUE PUEDO HACER?:
Voy a simplificar mucho, tanto en tema como alternativas. Hay muchísimas alternativas
ALTERNATIVA 1: AMAZON SELLER CENTRAL.
Caso Real que viví. Requiere algo de inversión. No requiere LLC para arrancar. Un poco de inglés o un Google traductor
Hicimos lo siguiente (no en uno sino en varias oportunidades): Venta en EE. UU. de productos fabricados en China. Material de Marketing diseñado en India. Todo realizado desde Argentina sin haber pisado nunca ni china, ni india.
El proceso fue muy sencillo. Selección del producto (me reservo el mismo, pero hicimos algo de uso diario). Enviamos el pedido de cotización a varios fabricantes chinos (alibaba sirve. Hay más) Es fácil y gratis. Nos cotizaron volumen mínimo usd 5000 precio puesto en eeuu.
Enviamos por 99design (hay varios más) el pedido de cotización de logo, packaging y material de marketing. Nos salió dos monedas. Se envió la info a China. En 10 días nos enviaron el demo para la aprobación. Enviar a Argentina es un garron. Nosotros lo enviamos a EEUU y lo aprobamos desde ahí. Se lo pueden enviar a un conocido que este en otro país y lo haga x uds, le saque fotos x ej. En menos de dos meses estaban los productos fabricado con logo y pack.
El secreto: Para poder recibir un producto en un depósito en EEUU se tiene que dar de alta en Amazon Seller Central y obviamente vender por Amazon. Se puede usar el servicio de depósito de Amazon y vender por fuera, pero no la recomiendo. Para que lo entiendan funciona similar al sistema Full de Mercado Libre.
Osea tenes un depósito “casi gratis” que se encarga de la logística. Para el comprador es transparente porque sabe que está el producto en eeuu bajo el control de Amazon. Es un super plus.!!!
Fácil. Están vendiendo en EEUU sin pasar por Argentina. Si tenes un negocio que importa y vende en Argentina esto te amplia el mercado.
IMPORTANTE: La diferencia va a estar en el marketing y que des respuesta al cliente en forma impecable
Obviamente se puede hacer lo mismo con productos fabricados en Argentina, pero ahí nos metemos con la mierda de Aduana de este país y las cuatrocientas vueltas que te dan. Desde otro país, no necesitas ni despachante de aduana.
La mejor alternativa es hacer esto con productos de eeuu para el mercado local hispano. Se van a sorprender de las oportunidades que les van a dar. Pero hay que poner tiempo.
ALTERNATIVA 2: COOPERAR PARA SERVICIOS.
Caso Real, también lo viví. Requiere algo de inversión. No requiere LLC para arrancar. Inglés SI. Lo mejor es orientado al mercado hispano
Como les digo siempre: la salida de este país es cooperar entre los que estamos en la misma.
IMHO, los que tiene mejor desarrollado este modelo para Globalizarse son los países de Asia. Utilizan herramientas de cooperación, contactos en EE. UU. y Europa, tienen cadenas armadas de soporte, etc. Hablo a nivel individual, no de empresas. Parientes, amigos, conocidos, etc. Tienen una red armada increíble. Ellos venden muchos al mercado asiático dentro de otro país. El que conozca Canadá, sabe como es.
Negocios en el exterior para servicios de arquitectura, fotorealismo, diseño industrial, música, contabilidad, ingeniería, abogacía, publicidad, etc, etc.. son los que necesitan de cooperativismo.
En muchos países delegan muchas tareas repetitivas o de soporte a profesionales. No significa que vas a ser contador, solo vas a ayudar en temas contables como lo podes hacer desde acá. El mercado hispano recuerden es el segundo en tamaño en eeuu.
El cooperativismo va en armar una red de personas que ayuden a ingresar. Hay mucho realizado, pero hay que armar mucho más.
Este sub en Reddit puede ser una buena forma. En breve veremos como ir armando algo. Probablemente un chat dentro del sub de contactos comerciales o gente dispuesta a ayudar. Solamente abran los ojos.
Voy a nombrar dos ej. de éxito. Uds los googlean. My special book y Archpartners. Hay muchos más.
VISA E:
Por último. Con un negocio montado y facturando es sencillo tramitar visa E y mientras la tramitan pueden vivir legalmente en eeuu para desarrollan su negocio. De hecho, pueden arrancar sin facturar, pero presentando el caso en migraciones (SIEMPRE POR DERECHA CON ESTO). Si el negocio invierte en eeuu es un golazo. En esta etapa van a necesitar asesoramiento y la aprobación del business plan tarda más de un año. Es caro. Más si deciden hacerlo desde allá, pero mientras tanto pueden vivir.
Se puede hacer el negocio en grupos de amigos.
De nuevo es una simplificación. . Ojalá si alguno tiene experiencia la comente. Mi idea es alentar a gente a cambiar esa idea de que estamos derrotados. Lejos de esto. Hay mucho potencial y cada vez somos más.
Lo más importante y como dice NIKE es just do it. Si no se ponen nada va a salir.
Suerte
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2020-06 GUIA PARA EMPRENDEDORES: Cómo abrir una empresa en EEUU? Cómo arrancar?
2020-07 GUIA PARA EMPRENDEDORES 2/3
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2020.07.10 00:42 ffuentes Detalles que nunca se toman en cuenta cuando se habla de pensiones

Aunque después de la inmigración este tema de las AFP debe ser de los más tóxicos, creo que algo se puede decir al respecto. El hecho de que las AFP sean parte de la ideología de los últimos 40 años hace que sea difícil hablar del tema seriamente. Es una vaca sagrada. Entonces ahí aparecen las falsas dicotomías "es que si no hay AFP va a haber reparto". Igual creo que la mayoría tiene claro que en un país con baja natalidad y alta esperanza de vida, un sistema puramente de reparto no suena a una buena idea.
Pero saben? La diferencia no explicada entre la AFP y otros sistemas como los que se emplean en el centro y norte de Europa no es la mecánica, es la certidumbre. Y ese es el primer detalle. Nunca se dice esto pero lo que un sistema de pensiones debería dar es seguridad social. No importa si hablamos de un sistema de reparto o un sistema mixto o un sistema no contributivo, donde las pensiones vengan del presupuesto del Estado (de los impuestos).
Doy un ejemplo: Tienes una tía que vive en un país con seguridad social. Esta persona tiene un trabajo y su empleador cotiza mes a mes. Pues bien, esta persona sabe (o puede averiguar fácilmente) que si cotiza cierta cantidad de meses va a obtener una determinada pensión en relación a su salario promedio, es decir, hay una tasa de reemplazo conocida. Si bien no es un ahorro, con las cotizaciones adquiere un derecho. A eso ella si quiere puede añadir un ahorro propio en un fondo de pensiones privado, etc.
En Chile qué pasa con la misma tía? Esa señora tiene un trabajo y su empleador le cotiza mes a mes. Esta persona está juntando plata en una cuenta que se invierte en los mercados financieros (que ella no entiende y no tiene por qué entender). No tiene idea de con qué pensión se va a retirar y los estimados que le envían (que se basan en su ahorro) en las cartolas de la AFP no son muy alentadores a pesar de que cotiza mes a mes. Eso sí, "la plata es suya" pero más allá de eso no tiene certezas.
Mucha gente se da cuenta al llegar a la edad de jubilación o cerca, que al retirarse van a recibir la mitad o un cuarto de su salario actual. Por tanto, siguen trabajando. Un buen ejemplo son muchos profesores, pero casi todos los asalariados tienen este problema.
"Es que ahorramos muy poco" es algo que se suele decir y es verdad. Me acuerdo de haber hecho un script hace tiempo para calcular cuánto necesitabas ganar para obtener una tasa de reemplazo digna y a menos que cotizaras 35-40 años de corrido no te iba a dar para una pensión decente con el ahorro obligatorio.
Lo que no se suele tener en cuenta es que si tú quieres aumentar la cotización tendrías que aumentar el costo de la mano de obra o bajar los sueldos. Por eso nadie se ha apurado mucho, porque el efecto económico de aumentar la cotización obligatoria del 10 al 15% o del 10% al 20% no es menor. En un país con una economía de trabajo de baja o nula cualificación (y bastante caro también por otras razones que son interesantes).
Otro aspecto es que, de por sí, los departamentos de RR.HH. o los contadores en las PYMES tienden a calcular los sueldos imponibles minimizándolos al máximo. Entonces si ganas 500.000 pesos y nunca miras tus cartolas puedes llegar a suponer "bueno, debo estar cotizando alrededor de 50.000 a mi AFP" pero obviamente no es así. Por lo tanto, ahorras mucho menos de lo que crees.
Cotizar poco es un problema con o sin AFP.
Finalmente, el tema que nunca se menciona o se habla de manera muy ligera es el de la informalidad laboral. Mucha de la gente que protestaba por el hambre en El Bosque en Santiago o en los cerros de Valpo lo hacía por eso, porque ellos salen a trabajar a la calle o en algún negocito chico que no puede contratarlos.
A diferencia de los sistemas de pensiones de los países desarrollados, los países en desarrollo tienen una alta informalidad con la que tienen que lidiar. Es decir, mucha gente que trabaja a trato por poco dinero, sin contrato o bien son vendedores ambulantes o similares que no cotizan. También pasa con gente que está trabajando legalmente con boletas de honorarios (independientes) pero se supone que esto se reformó aunque no hace mucho.
Es fácil pensar en esto como una "casta inferior" de la sociedad que no tiene nada que ver conmigo pero tener pequeños "emprendimientos" por necesidad (no poder entrar al mundo laboral formal) es algo que le puede pasar a cualquier asalariado. Entonces ahí vienen las lagunas previsionales (que a veces las mentan como si fueran culpa de la persona "cómo se les ocurre tener lagunas previsionales! Qué irresponsables").
Al 2020 nuestra situación es incluso peor que la de los años 80s cuando partió el sistema y donde los trabajos formales tenían más estabillidad. Quedar sin trabajo de un momento a otro no es tan raro. Esto también tiene que ver con la economía del capitalismo financiero que espera ganancias a corto plazo junto con el avance tecnológico (la migración campo ciudad también ocurrió por el avance tecnológico). Incluso los que trabajan en empresas grandes reconocerán las famosas "reestructuraciones" que desarman departamentos completos para alcanzar las metas de utilidad y hacer más óptima la empresa.
En mi opinión, es inevitable que parte del sistema de pensiones involucre (en un sistema mixto que creo que sería lo ideal) un % no contributivo que haga que parte de los impuestos recaudados de esas mismas empresas vaya a las pensiones y ayude a compensar esas "lagunas" que el mismo capitalismo actual genera. Y no sólo para los más desfavorecidos como lo hace la PBS o el APS sino que para el 99% de la gente que vive de su trabajo.
ML;NL: No se suele tener en cuenta en el análisis de las pensiones que el sistema no sólo tiene que ser estable sino que dar certidumbre también a los cotizantes. Por otra parte, se cotiza poco pero cotizar más es complicado para las empresas y para el grueso de la gente, inviable. La informalidad laboral y la inestabilidad laboral hacen que el sistema de pensiones no se pueda basar sólo en un modelo europeo donde esos problemas son minoritarios. Necesitamos un sistema de pensiones mixto (y el "AFPs o reparto" es una mentira cochina) .
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2020.06.28 13:53 AntonioMachado [2016] Domenico Losurdo - Stalin e Hitler: Irmãos Gémeos ou Inimigos Mortais?

Artigo: https://www.marxists.org/portugues/losurdo/2016/03/29.htm
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2020.06.25 10:00 Subversivo-Maldito Unidas Podemos-En Comú Podem-Galicia en Común y el PSOE hemos llegado a un acuerdo en la Comisión para la Reconstrucción Social y Económica que responde a la necesidad de paliar las consecuencias del Covid-19. [Pablo Echenique]

Unidas Podemos-En Comú Podem-Galicia en Común y el PSOE hemos llegado a un acuerdo en la Comisión para la Reconstrucción Social y Económica que responde a la necesidad de paliar las consecuencias del Covid-19. El acuerdo está en línea con:
- Las directrices de los diferentes Consejos europeos.
- El acuerdo programático entre PSOE y Unidas Podemos , así como, con el resto de acuerdos de investidura.
- La Mesa de Diálogo entre patronal, sindicatos y agentes sociales.
---
Entre las medidas que figuran en el acuerdo, desde Unidas Podemos-En Comú Podem-Galicia en Común, destacamos las siguientes:
- Asegurar la financiación de las políticas públicas dirigidas a garantizar los derechos sociales, acercándonos a una inversión educativa y sanitaria que converja con la media europea.
- Reforzar el sistema de garantía de ingresos mediante el desarrollo del Reglamento del Ingreso Mínimo Vital, con especial atención a las situaciones de vulnerabilidad cuya cobertura debe garantizarse en todo caso, así como un diseño del mecanismo de estímulo al empleo para asegurar la eficacia de este ingreso en su función de inserción social.
- Orientar, en el marco del diálogo social, las políticas de empleo a la eliminación de la brecha de género en el empleo y la ocupación y, en consecuencia, la brecha salarial.
- Se promoverá un pacto social y político por la racionalización de los horarios, que incluya una Ley de usos del tiempo y racionalización de los horarios, que permite reorganizar completamente los tiempos de trabajo, ocio y cuidados. Se debe, asimismo, desarrollar una legislación del trabajo corresponsable, que incluya la reforma del régimen de trabajo a tiempo parcial.
- Estudiar la posibilidad de extender la duración de, entre otras medidas para paliar los efectos de la Covid, las moratorias de desahucios, la imposibilidad de corte de suministros y el apoyo al pago de deudas relacionadas con la vivienda, para evitar impagos y desahucios que podrían dejar a muchas personas y familias en situaciones de extrema vulnerabilidad.
- Impulsar medidas contra el racismo y la xenofobia, con especial incidencia en los delitos de odio, atendiendo a las recientes recomendaciones de Naciones Unidas, que instan a los gobiernos a adoptar nuevos planes de acción para abordar la ola de racismo y xenofobia provocada por la covid 19.
- Estudiar medidas para contener las subidas abusivas de alquiler con carácter temporal, excepcionalmente, y en zonas urbanas de mercado tensionado.
- Elaborar un Plan Estatal para la Rehabilitación de Viviendas. Dicho Plan, que tendrá una duración de cuatro años, tendrá como objetivo la rehabilitación de viviendas para la eficiencia energética, la reducción de la factura de la luz y la accesibilidad, así como actuaciones de regeneración y renovación urbana y rural.
- Impulsar la actuación y la coordinación de todas las administraciones en el marco de sus competencias para asegurar el cumplimiento de las obligaciones institucionales frente a la violencia contra las mujeres
- Impulsar la consolidación de la respuesta institucional para la protección de los derechos de las personas LGTBI
- Evaluar la Ley 39/2006, de 14 de diciembre, de Promoción de la Autonomía Personal y Atención a las personas en situación de dependencia con el fin de detectar posibles mejoras en su funcionamiento y una mayor eficiencia en el impulso de la autonomía personal, con especial atención al sistema de cuidados y a la atención en las residencias.
- Incremento de los recursos púbicos dedicados a la educación y las becas. Fortalecer la educación pública como columna vertebral de nuestro sistema educativo incrementando la inversión de forma coordinada con las Comunidades Autónomas en el marco de la Conferencia Sectorial.
- Universalización del acceso a la Educación Infantil 0-3 en condiciones de equidad.
- Elaboración, en el marco de diálogo social y con perspectiva de género, una propuesta legal sobre el teletrabajo, que recoja entre sus previsiones el reconocimiento de nuevos derechos, como el derecho a la desconexión, a la formación continua y a la organización del tiempo de trabajo de la persona trabajadora con garantía para el empresario.
- Completar la digitalización del territorio, de banda ancha y móvil, y promover un despliegue territorialmente inclusivo de las infraestructuras y servicios 5G.
- Reducir la brecha fiscal con Europa. Nuestro país tiene unos ingresos fiscales sobre PIB más de siete puntos por debajo de la media de la Zona Euro. Esto supone decenas de miles de millones de euros cada año que no se pueden invertir en fortalecer nuestro estado del bienestar o nuestro modelo productivo. Para reconstruir social y económicamente nuestro país, es indispensable reducir esta brecha.
- Avanzar en la seguridad jurídica, certidumbre y progresividad de nuestro sistema fiscal, de manera que permita mejorar la capacidad de recaudación en términos de justicia fiscal y capacidad de pago de los contribuyentes (tanto para personas físicas como jurídicas), con el fin de que aporten más quienes más tienen para que reciban más quienes más lo necesitan.
- Estudiar en el marco jurídico vigente la posibilidad (a) de permitir a entidades locales saneadas y con bajo nivel de deuda el uso de parte de su superávit o remanente de tesorería en la aplicación de medidas concretas, (b) de destinar además a los ayuntamientos una parte de los fondos europeos.
- Lograr un Pacto por la Ciencia y la Innovación para incrementar la inversión total en I+D+I hasta la media de la Unión Europea en porcentaje del PIB estabilizado al final de la legislatura.
- Aumento de las partidas destinadas a proyectos de investigación, especialmente en las líneas estratégicas del plan de reconstrucción del país.
- Apostar por la cultura como un sector estratégico en el modelo productivo y el modelo social.
- Reforzar con carácter urgente a la Atención Primaria para asumir funciones de vigilancia y epidemiología de campo frente al COVID-19. La Atención Primaria precisa una inyección rápida e inteligente de recursos humanos y también tecnológicos.
- Organizar una red nacional de depósitos de reserva de material sanitario estratégico (materiales de protección, EPIs, mascarillas, sustancias desinfectantes, instalaciones de camas de UCIs, respiradores automáticos, etc.), distribuido por el territorio, en coordinación con las CCAA para prevenir su caducidad, incorporando su utilización y reposición al funcionamiento regular de los servicios sanitarios.
- Priorizar la compra a fabricantes españoles y coordinar la creación de esta reserva con el impulso público al levantamiento de la capacidad industrial local que nos permita fabricar estos materiales a alto ritmo en situaciones de emergencia.
- Aumentar los recursos destinados al Sistema Nacional de Salud. Con carácter general, aumento del total de la inversión pública en sanidad hasta alcanzar al menos la media europea en porcentaje del PIB estabilizado al final de la legislatura. Todo el incremento se destinará a sanidad pública de gestión directa.
https://www.facebook.com/pablo.echenique/posts/2707519366191830
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2020.06.02 02:23 MischiefManaged97 A época de exames no IST vai ser uma novela: prof a dar rage quit

Contexto: professor revoltadíssimo com as avaliações à distância dá rage quit.
O texto:
INFORMAÇÃO PARA OS ALUNOS DE CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL 2 (CDI2)
No dia 28 de Abril o Conselho Científico e Pedagógico do Departamento de Matemática (DM) aprovou por unanimidade uma posição que, no essencial, foi:
“- O DM até à data não conhece uma solução que permita concluir que a avaliação final presencial (testes/exames) das Unidades Curriculares Horizontais de formação base em Matemática possa ser substituída por qualquer tipo de avaliação remota nas plataformas disponíveis, sem que a sua credibilidade, integridade e justiça fiquem seriamente comprometidas.
- O DM esta disponível para, em conjunto com os Órgãos do IST, procurar encontrar as medidas que sejam necessárias para que a avaliação final destas Unidades Curriculares Horizontais de formação base em Matemática possa ser feita sem comprometer seriamente os princípios fundamentais acima enunciados.”
Esta posição, respeitante às 8 Unidades Curriculares Horizontais do DM, foi transmitida aos Órgãos Centrais do Técnico (conselhos de Gestão, Científico e Pedagógico) e, em resposta, recebeu no dia 28 de Maio a reafirmação que as avaliações teriam de ser remotas.
Eu, um outro Professor de CDI2 e um Professor de CDI1-Semestre Alternativo não aceitamos fazer avaliações remotas, a não ser provas orais para quem não possa comparecer a prova presencial devido ao COVID-19. As minhas 4 razões principais para isso são:
1) Considero que não é possível garantir justiça e equidade nas classificações atribuídas neste tipo de disciplinas com avaliações remotas de provas prestadas a partir de qualquer lugar (se não for um número limitado de provas orais), e quando assinamos os livros de termos das classificações finais estamos a responsabilizar-nos pela justiça da classificação atribuída a cada aluno.
2) Entendo que os alunos devem prestar provas em condições o mais semelhantes possível com as a que estão habituados, para se poderem concentrar no conteúdo das perguntas e respostas sem outras perturbações e/ou dificuldades tecnológicas ou intromissões à distância durante as provas, de modo à avaliação ser sobre competências demonstradas na matéria da disciplina e não de outra natureza, como destreza digital ou outra.
3) Considero que a avaliação por respostas de escolha múltipla é inapropriada para avaliação na escala de 0 a 20 valores de uma disciplina como CDI2, e que os procedimentos que estão a ser considerados para realização e fiscalização de provas remotas com respostas escritas em papel e enviadas electronicamente, além de não assegurarem justiça e equidade, são demasiado complicados para que, a meu ver, os alunos possam ser avaliados justamente pelas suas competências na disciplina sem excessivas perturbações ou preocupações com aspectos que não têm a ver com a disciplina.
4) Várias das universidades de engenharia na Europa e nos EUA que mais respeito decidiram que não poderiam deixar de fazer as avaliações presenciais que tinham previstas, em alguns casos adiando-as (e.g ETH Zurich, EPFL Lausanne, KU Leuven, quase todas as boas escolas de engenharia da Alemanha, a U. Técnica da Dinamarca, a École Polytechnique de Paris, o MIT), ou que as classificações finais com provas remotas seriam só Aprovado/Reprovado (e.g. U. College London, U. Sheffield, Stanford U., Harvard U.), ou ainda que alunos do 1º ano transitam para o 2º ano sem avaliações (e.g. U. Edinburgh, U. Manchester). Há também outras universidades de topo que optaram por avaliações remotas. Contudo, é claro que as universidades referidas entendem que a substituição de avaliações presenciais por remotas e as classificações que se obteriam são inadequadas.
No que respeita às outras duas universidades públicas de Lisboa, o IUL-ISCTE prevê avaliações presenciais (na FIL-Expo) e a U. Nova de Lisboa determinou:
“quando a opção do docente para avaliação incluir um exame, deverá, sempre que possível, privilegiar-se a realização de provas presenciais e físicas, aspeto que fica reforçado com as instruções de desconfinamento, sem prejuízo que permanece actual – sendo até desejável em diversas situações –a necessidade de compatibilização entre provas presenciais e físicas e provas realizadas a distância”
e
“quando a opção do docente para avaliação incluir um exame, dar opção aos alunos de realização de provas presenciais e físicas, em alternativa à realização, apenas, de provas a distância”.
Além disso, em Lisboa há pelo menos uma universidade privada – U. Lusíada – que fará as avaliações finais presenciais inicialmente previstas (com a alternativa de prova oral remota para quem não possa comparecer).
Neste contexto, solicitei ao Presidente do Técnico autorização e apoio para avaliação presencial nos cursos a que dou aulas (com alternativa de prova oral remota), a realizar em grandes espaços (átrios dos Pavilhões de Civil e Central, e outros grandes espaços do Técnico ou da U. de Lisboa), com lugares separados de pelo menos 2 metros, uso individual de máscara, higienização dos espaços e das mesas antes de cada turno, realização consecutiva dos dois testes cada um em 1 hora.
Esta proposta começou por ser muito bem acolhida numa reunião a 23 de Maio, mas na 5ª feira passada (28 de Maio) foi-nos transmitido pelo Conselho de Gestão que não era aprovada por não garantir a avaliação “nas mesmas condições para todos os alunos” da disciplina, e que as avaliações finais teriam de ser todas remotas. Isto apesar de, mesmo em situações normais, os enunciados das provas serem diferentes entre turnos de provas, e até haver diferenças num mesmo turno, e das avaliações remotas que estão previstas (respostas de escolha múltipla para uns cursos e manuscritas com envio electrónico para outros) serem radicalmente diferentes.
Exactamente “nas mesmas condições” é obviamente impossível. O que é preciso é que sejam o mais possível equivalentes, e principalmente para alunos de um mesmo curso. O que se espera numa Universidade é que no âmbito de regras gerais com ampla flexibilidade sejam os Professores Responsáveis a definir as condições em que se realizam as provas que levam às classificações de que terão de assumir a responsabilidade assinando-as, em vez de lhes ser imposto um modelo único ou desrazoavelmente restritivo por órgãos administrativos que não têm competência legal para atribuir classificações e não as podem assinar.
Nesta situação, como não acredito na razoabilidade dos resultados destes tipos de avaliações remotas, pelas razões referidas, solicitei a minha substituição como Professor Responsável Geral de CDI2 no período de avaliações finais, pois não posso ser responsável por um processo com resultados de que não poderia assumir a responsabilidade. Essa é a explicação que senti necessidade de vos dar, de modo franco e suficientemente claro para que possam perceber porque vou ser substituído por outro Professor do Departamento de Matemática, provavelmente logo depois de hoje.
Cada Professor Responsável por cada bloco de CDI2 irá em breve informar sobre os procedimentos da avaliação remota desse bloco.
Tenho pena de não vos poder acompanhar como Professor Responsável Geral de CDI2 até ao fim.
Faço votos para que tenham os maiores sucessos no estudo e nas provas que vão realizar, e também na vossa vida futura como estudantes e profissionais.
Lisboa, 1 de Junho de 2020
Luis Magalhães, Professor Responsável Geral por Cálculo Diferencial e Integral 2 no IST

INFORMAÇÃO PARA OS ALUNOS DE CDI2 DE LMAC E MEFT
Como podem ver no anúncio precedente, devido a discordar em absoluto de avaliações finais remotas para este tipo de disciplina pelas razões aí expostas (excepto um número limitado de provas orais para quem não possa comparecer devido ao COVID-19), e depois de ter solicitado ao C. de Gestão do IST autorização e apoio para realização de provas presenciais nas condições adequadas (com a alternativa de provas orais remotas), o C. de Gestão acabou, a 28 de Maio, por não autorizar.
Como a minha discordância de provas remotas nas condições previstas é por razões muito fortes (explicadas no anúncio precedente) e, portanto, não seria responsável se as ministrasse ou fosse o Professor Responsável de uma disciplina em que fossem ministradas por outros, solicitei ser substituído por outros Professores do Departamento de Matemática como Professor Responsável Geral de CDI2 e como Professor Responsável da disciplina para LMAC e MEFT, o que deve ser já depois de hoje.
Como devem calcular, lamento fortemente que não tenha havido abertura para uma alternativa que me parece razoável e a melhor possível nesta altura, e até a mais próxima da que os alunos estão habituados e da que estava estabelecida inicialmente. Em particular, entristece-me não ser eu a avaliar os alunos a que dei aulas e que acompanhei ao longo deste semestre e também no semestre passado. Acho que os alunos não deveriam ficar nessa situação, mas, como provavelmente compreenderão, não posso ser responsável por um processo com resultados de que não poderia assumir a responsabilidade.
O meu serviço na disciplina terminará quando for nomeado o Professor que me substituirá, incluindo horários de dúvidas. Contudo, como atendo sempre quem me procure para falar de Matemática, e com acrescida satisfação quando são antigos alunos meus, estarei disponível para esclarecimento de dúvidas ou outras questões de Matemática que entendam pôr-me, a pedido por e-mail a que responderei combinando como o fazer em cada caso; não hesitem, pois é com total abertura e disponibilidade, e até com prazer, que responderei.
Quanto ao processo de avaliação, neste momento é certo que será remota, nas datas e num dos turnos marcados no Fénix e com os dois testes previstos consecutivos, para cada curso num turno que será indicado com antecedência.
O novo Professor Responsável por CDI2 para LMAC e MEFT irá informar os alunos, em breve, sobre os procedimentos da avaliação remota para estes cursos.
Tenho pena de não vos poder acompanhar como Professor Responsável de CDI2 até ao fim.
Faço votos para que o estudo e as provas que vão realizar vos corram o melhor possível.
Lisboa, 1 de Junho de 2020
Luis Magalhães, Professor Responsável por Cálculo Diferencial e Integral 2 para LMAC e MEFT
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2020.05.02 02:46 silveringking O sistema de saúde português, uma breve análise dos modelos dos dois grandes modelos de saúde Europeus...

Para começar este artigo vou apresentar este artigo como introdução ao tema, para que, possam perceber porque o nosso sistema de saúde é tão mau e não seria capaz de conter uma crise se não tivéssemos a sorte de termos tomado medidas preventivas bastante cedo. (E também porque me acusam sempre de não apresentar provas nos meus artigos.)
Ei jovem, achas que a saúde portuguesa não presta? Passas meses e anos à espera de consultas e exames? Não temas, hoje eu vou-te explicar porque é que o teu SNS é um mau sistema!
Vamos começar com um pouco de história, na Europa não existe um só sistema de saúde pública, na verdade existem vários, mas tudo se resume à velha história Ingleses vs Alemães e neste caso Beveridge vs Bismarck, cujo os nomes vêm de William Beveridge e Otto von Bismarck (por quem eu tenho uma "crush política"), apesar de que eu me denomino um marxista liberal (puro sem Leninismo ou sem Maoismo), não posso negar que Bismarck foi essencial para a formação da Alemanha como a conhecemos.
Ok mas vamos então ver os dois sistema, o sistema que existem em Portugal é o Sistema de Beveridge, basicamente é o modelo que vocês todos conhecem, todo o nosso sistema é controlado pelo estado, no sistema de Beveridge não há seguros, o estado provém médicos a toda a gente e não existe possibilidade de escolha nem de médico ou de hospital, tem que se escolher sempre o hospital mais próximo. No entanto, há uma alternativa, que é utilizado mais a centro e norte na Europa que é o Sistema de Bismarck. No Sistema de Bismarck toda a gente é obrigada a ter um seguro, e pode escolher entre várias seguradoras públicas diferentes. Sim, eu disse seguradoras públicas, as seguradoras perante o modelo de Bismarck são uma mistura de organizações sem fins lucrativos e organizações estatais. Pelo que percebi no modelo de Bismarck há menos congestionamento e menos espera, e a razão que os países menos afetados pelo COVID-19 são os do centro e do norte, é exatamente por causa deste sistema. Basicamente como os hospitais têm total independencia puderam se abastecer mais cedo do que os dos países onde o modelo Beveridge foi implementado.
Fica aqui mais uma fonte a quem interessar.
(Ps: A quem interessar é o sistema de Beveridge é faltoso mesmo no Reino Unido, o NHS é dos piores serviços de saúde que existem, e a única coisa que os safa são os milhares de médicos e enfermeiros portugueses, não quero que culpem os profissionais de saúde mas sim quem desenvolveu os sistemas.)
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2020.04.24 18:19 HairlessButtcrack Cronologia do Covid-19

Boas malta fiz uma cronologia dos eventos nos estados unidos para entender como é que eles estiveram e quis comparar com a nossa. Decidi postar depois de ver este e este posts.
As conclusões não são boas, os media (americanos) dizem mal da inação do Trump mas nós tivemos uma sorte do Carvalho. Se em movimento de pessoas fossemos iguais a outros países os números eram muito piores, que se formos a olhar bem proporcionalmente em casos estamos ao nível dos estados unidos (mas com metade das mortes). A nossa primeira ação foi a meio de março.
(A minha cronologia certamente que não está completa e estou aberto a adicionar ou retirar coisas dadas fontes, Grande parte veio da Lusa/CM/JN outras coisas vieram da cronologia que fiz dos EUA)
Cronologia:
31 de dezembro de 2019 Organização Mundial de Saúde (OMS) revela haver mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei.
1 de janeiro de 2020 É encerrado o mercado de peixe e carne de Wuhan que se pensa estar na origem da contaminação, dado que os doentes tinham todos ligação ao local.
4 de janeiro São 44 os casos de doentes com uma pneumonia de origem desconhecida reportados pelas autoridades chinesas.
5 de janeiro A OMS relatou uma "pneumonia de causa desconhecida" em Wuhan, China. A OMS desaconselhou restrições de viagem ou comércio na época.
8 de janeiro O CDC (EUA) emitiu o primeiro alerta público sobre o coronavírus.
9 de janeiro A OMS emitiu uma declaração nomeando a doença como um novo coronavírus em Wuhan. A China publicou os dados genéticos do novo coronavírus.
10 de janeiro É registado o primeiro morto, um homem de 61 anos, frequentador do mercado de Wuhan. Oficialmente há 41 pessoas infetadas na China. As autoridades chinesas identificam o agente causador das pneumonias como um tipo novo de coronavírus, que foi isolado em sete doentes.
13 de janeiro Primeiro caso confirmado fora da China, na Tailândia.
14 de janeiro A OMS disse que não encontrou provas de transmissão de pessoa para pessoa. https://twitter.com/WHO/status/1217043229427761152 https://nypost.com/2020/03/20/who-haunted-by-old-tweet-saying-china-found-no-human-transmission-of-coronavirus/
O chefe da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, forneceu confidencialmente uma avaliação “sombria” da situação para as principais autoridades de saúde chinesas. O memorando relacionado afirmava que "a transmissão de humano para humano é possível". Uma investigação da AP News indicou que a denúncia de um caso na Tailândia levou à reunião, bem como o risco de se espalhar com o aumento das viagens durante o Ano Novo Chinês e várias considerações políticas. No entanto, o público chinês não é avisado até 20 de janeiro.
15 de janeiro Primeiro caso reportado no Japão do novo coronavírus, entretanto designado como 2019-nCoV. Primeira declaração das autoridades portuguesas sobre o novo coronavírus. A diretora-geral da Saúde estima, com base nas informações provenientes da China, que o surto estará contido e que uma eventual propagação em massa não é "uma hipótese no momento a ser equacionada".
20 de janeiro Autoridades confirmam que há transmissão entre seres humanos. (CM reporta isto mas não consigo confirmar em mais fonte nenhuma, a OMS só confirmou a 23 de Janeiro)
O secretário geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Keqiang, emitem o primeiro aviso público sobre o coronavírus aos cidadãos chineses. Uma investigação da AP News alegou que, de 14 a 20 de janeiro, as autoridades chinesas tomaram medidas confidenciais para mobilizar sua resposta à pandemia, mas não alertaram o público. Alertar o público seis dias antes podia ter evitado "o colapso do sistema médico de Wuhan", segundo um epidemiologista.
21 de janeiro Primeiro caso nos Estados Unidos, num doente em Washington regressado de Wuhan.
22 de janeiro Macau confirma o primeiro caso da doença, numa altura em que há mais de 440 infetados. Começa o isolamento da cidade de Wuhan ao mundo. Autoridades de saúde chinesas cancelam voos e saída de comboios. Portugal anuncia que acionou os dispositivos de saúde pública e tem três hospitais em alerta: São João (Porto), Curry Cabral e Estefânia (ambos Lisboa).
23 de janeiro OMS reúne comité de emergência na Suíça para avaliar se o surto constitui uma emergência de saúde pública internacional. Decide não a decretar. Autoridades chinesas proíbem entradas e saídas numa segunda cidade, Huanggan, a 70 km de Wuhan. As duas cidades têm em conjunto mais de 18 milhões de habitantes. Alguns aeroportos no mundo, como no Dubai, nos Estados Unidos e nalguns países africanos, começam a tomar precauções para lidar com o fluxo de turistas chineses que tiram férias no Ano Novo Lunar, que coincide com o surto.
24 de janeiro Confirmados em França os primeiros dois casos na Europa, ambos importados.
25 de janeiro Pequim suspende as viagens organizadas na China e ao estrangeiro. Austrália anuncia primeiro caso. Hong Kong declara estado de emergência. Primeiro caso suspeito em Portugal, mas as análises revelam que é negativo.
27 de janeiro O Centro Europeu de Controlo das Doenças pede aos estados-membros da União Europeia que adotem "medidas rigorosas e oportunas" para controlo do novo coronavírus.
28 de janeiro Mecanismo Europeu de Proteção Civil é ativado, a pedido de França, para repatriamento dos franceses em Wuhan. Confirmados dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes que não estiveram na China, tendo sido infetados nos seus países por pessoas provenientes de Wuhan.
29 de janeiro Pelo menos 17 portugueses pedem para sair da China, quase todos na região de Wuhan. Finlândia confirma primeiro caso. Rússia encerra fronteira terrestre com a China. Estudo genético confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.
30 de janeiro OMS declara surto como caso de emergência de saúde pública internacional, mas opõe-se a restrições de viagens e trocas comerciais.
31 de janeiro Estados Unidos decidem proibir a entrada de estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias e impor quarentena a viajantes de qualquer nacionalidade provenientes da província de Hubei. Ministério da Saúde de Portugal anuncia que vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.
1 de fevereiro Austrália proíbe entrada no país a não residentes vindos da China.
2 de fevereiro Os 18 portugueses e as duas brasileiras retirados da cidade de Wuhan chegam a Lisboa e ficam em isolamento voluntário por 14 dias. Filipinas anunciam o primeiro caso mortal no país. É a primeira morte fora da China.
3 de fevereiro OMS anuncia que está a trabalhar com a Google para travar informações falsas sobre o novo coronavírus. O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que não havia necessidade de medidas que "interferissem desnecessariamente com viagens e comércio internacionais" para parar o coronavírus. Elogiou a resposta chinesa e referiu que a propagação do vírus é "mínima e lenta".
11 de fevereiro OMS decide dar oficialmente o nome de Covid-19 à infeção provocada pelo novo coronavírus.
13 de fevereiro Autoridades chinesas mudam a forma de contabilizar e assumir casos de infeção. Passam a contar não apenas os casos com confirmação laboratorial, mas também os que têm confirmação clínica apoiada por exames radiológicos.
14 de fevereiro Segunda morte confirmada fora da China, no Japão.
15 de fevereiro Um turista chinês de 80 anos morre em França. É a primeira morte registada na Europa - o primeiro europeu a morrer no seu continente acontece a 26 de fevereiro.
16 de fevereiro Terceira morte confirmada fora da China, num turista chinês que visitava França.
19 de fevereiro Dois primeiros casos revelados no Irão. No mesmo dia é anunciado que os dois morreram devido ao Covid-19.
20 de fevereiro Autoridades chinesas voltam a alterar a metodologia da contagem de infetados, uma decisão que se reflete numa descida acentuada no número de novos casos. Coreia do Sul regista a primeira morte. Suíça adia uma cimeira internacional sobre saúde devido à epidemia, na qual estaria presente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministros da Saúde.
21 de fevereiro Autoridades chinesas anunciam que surto está "sob controlo". Itália regista primeira vítima mortal, um italiano de 78 anos.
22 de fevereiro Irão fecha escolas, universidades e centros educativos em duas cidades. País confirma mais de 40 casos de infeção e oito mortes.
23 de fevereiro Autoridade japonesas confirmam que um português, Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao vírus da infeção Covid-19. Presidente da China, Xi Jiping, admite que o surto é a mais grave emergência de saúde no país desde a fundação do regime comunista, em 1949. Autoridades italianas ordenam suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza. Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que epidemia coloca em risco a recuperação económica mundial e manifesta disponibilidade para ajudar financeiramente os países mais pobres e vulneráveis.
24 de fevereiro Comissão Europeia anuncia mobilização de 230 milhões de euros para apoiar a luta global contra o Covid-19. Diretor-geral da OMS avisa que o mundo tem de se preparar para uma "eventual pandemia", considerando "muito preocupante" o "aumento repentino" de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.
25 de fevereiro O português infetado a bordo de um navio de cruzeiros atracado no Japão é enviado para um hospital de referência local. O especialista que liderou a equipa da OMS enviada à China afirma que o mundo "simplesmente não está pronto" para enfrentar a epidemia.
26 de fevereiro Primeiro caso de contágio na América do Sul. É no Brasil, um homem de 61 anos, de São Paulo, regressado do norte de Itália. Vários países confirmam igualmente os primeiros casos: Grécia, Finlândia, Macedónia do Norte, Geórgia e Paquistão. OMS revela que o número de novos casos diários confirmados no resto do mundo ultrapassou pela primeira vez os registados na China.
27 de fevereiro Arábia Saudita suspende temporariamente a entrada de peregrinos que visitam a mesquita do profeta Maomé e os lugares sagrados do Islão em Meca e Medina, bem como turistas de países afetados pelo coronavírus. Segundo português hospitalizado no Japão "por indícios relacionados" com o Covid-19, também tripulante do navio de cruzeiros Diamond Princess. A DGS divulga orientações às empresas, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, e para portos e viajantes via marítima, que define que qualquer caso suspeito validado deve ser isolado e que apenas um elemento da tripulação deve contactar com o passageiro.
28 de fevereiro Primeiro caso confirmado na África subsariana, na Nigéria, depois de terem sido identificadas infeções no norte do continente, no Egito e na Argélia. Suíça proíbe pelo menos até 15 de março qualquer evento público ou privado que reúna mais de mil pessoas. Comissão Europeia solicita aos Estados-membros da UE que avaliem os impactos económicos do novo coronavírus. OMS aumenta para "muito elevado" o nível de ameaça do novo coronavírus. Responsáveis da Feira Internacional de Turismo de Berlim anunciam a suspensão do evento, considerado o maior do mundo, que se deveria realizar entre 4 e 8 de março. Governo português reforça em 20% o stock de medicamentos em todos os hospitais do país, além de estar a preparar um eventual reforço de recursos humanos.
29 de fevereiro Governo francês anuncia cancelamento de "todas as concentrações com mais de 5.000 pessoas" em espaços fechados e alguns eventos no exterior, como a meia-maratona de Paris. Primeira vítima mortal nos Estados Unidos da América.
1 de março Governo das Astúrias confirma primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na região espanhola, o escritor chileno Luis Sepúlveda, que esteve recentemente na Póvoa de Varzim, em Portugal. Macau com perdas históricas nas receitas do jogo em fevereiro, menos 87,8% em relação a igual período de 2019, num mês em que os casinos fecharam por 15 dias devido ao surto de Covid-19. Adriano Maranhão, primeiro português infetado no Japão, tem alta hospitalar.
2 de março Confirmados dois primeiros casos em Portugal Funcionários públicos em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário em Portugal, segundo um despacho do Governo. Governo português divulga um despacho a ordenar aos serviços públicos que elaborarem planos de contingência para o surto de Covid-19.
3 de março Primeira morte em Espanha. Itália confirma 79 mortes. Número de infetados em Portugal sobe para quatro. Mais de três mil mortos e de 91 mil infetados em todos os continentes, segundo dados da OMS. Os países mais afetados são China, Coreia do Sul, Irão e Itália. Hospitais São João e Santo António, no Porto, esgotaram capacidade de resposta a casos suspeitos, novas unidades são ativadas Comissão Nacional de Proteção Civil passa a funcionar em permanência, para fazer face ao novo coronavírus. Governo português dá cinco dias às empresas públicas para elaborarem planos de contingência. Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que gere a política monetária do país, corta em 50 pontos base as taxas de juro, devido ao novo coronavírus. O presidente da Fed, Jerome Powell, considera inevitável que os efeitos do surto alastrem às economias mundiais e alterem o seu normal funcionamento "durante algum tempo". FMI e Banco Mundial anunciam que reuniões de abril, que se realizam anualmente em Washington, vão ser feitas à distância, em "formato virtual".
4 de março Itália, o país europeu mais afetado, fecha todas as escolas e universidades. Tinha então 3,089 infetados e 107 mortos. Número de infetados em Portugal sobre para seis. Em todo o mundo, há registo de mais de 3.100 mortos e de 93.100 infetados em 77 países de cinco continentes. Mais de 290 milhões de jovens sem aulas em todo o mundo, segundo a UNESCO. Os trabalhadores em quarentena em Portugal por determinação de autoridade de saúde vão receber integralmente o rendimento nos primeiros 14 dias, diz despacho do Diário da República. O primeiro-ministro português anuncia linha de crédito para apoio de tesouraria a empresas afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus, caso seja necessário, no valor inicial de 100 milhões de euros. Banco Mundial anuncia 12.000 milhões de dólares (cerca de 10.786 milhões de euros) para ajudar os países que enfrentam impactos económicos e de saúde. O setor dos serviços contraiu pela primeira vez na China desde que há registos. FMI diz que crescimento mundial será inferior em 2020 ao de 2019 devido ao impacto da epidemia do novo coronavírus, mas que é "difícil prever quanto". Surto diminuiu exportações mundiais em 50 mil milhões de dólares em fevereiro, segundo uma análise publicada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, suspende aulas por ter havido contactos com o quinto infetado.
5 de março Portugal com nove casos de infeção. O número de pessoas infetadas em todo o mundo aumenta para 97.510, das quais 3.346 morreram, em 85 países e territórios. A China é o país mais afetado (80.409 casos e 3.012 mortes); seguido pela Coreia do Sul (6.088 casos, 35 mortes), Itália (3.858 casos, 148 mortes) e Irão (3.513 casos, 107 mortes). Bolsa de Turismo de Lisboa adiada para 27 a 31 de maio Perdas das companhias aéreas mundiais podem chegar aos 113 mil milhões de dólares (101,1 mil milhões de euros), estima a associação internacional de transporte aéreo (IATA). TAP reduz 1.000 voos em março e abril devido a quebra nas reservas, suspende investimentos e avança com licenças sem vencimento. O Fundo Monetário Internacional disponibiliza 50 mil milhões de dólares (cerca de 46,7 mil milhões de euros) para combater o surto.
6 de março 13 casos infetados em Portugal. Número de casos no mundo ultrapassa os 100 mil, das quais 3.456 morreram, em 92 países e territórios. A China (sem as regiões administrativas de Macau e Hong Kong), o país onde a epidemia foi declarada no final de dezembro, soma 80.552 casos e 3.042 mortes. Preço do barril de Brent cai mais de 6%, para 47 dólares, devido à quebra da procura
7 de março Número de infeções em Portugal sobe para 21 Visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte suspensas temporariamente. A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, recomenda também o adiamento de eventos sociais. Uma escola de Idães, em Felgueiras, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados por serem instituições relacionadas com casos de pessoas infetadas em Portugal. Governo italiano proíbe as entradas e saídas da Lombardia e de outras 11 províncias próximas para limitar a disseminação do coronavírus, que já causou 233 mortes e 5.061 infetados em todo o país.
8 março Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa decide entrar em quarentena de 14 dias após receber em Belém uma turma de Felgueiras. Mais quatro casos em Portugal, número de infetados sobe para 25. Reino Unido anuncia um aumento de 64 novos casos, elevando-o a um total de 273 casos. Este país regista três mortos. EUA tem 564 infetados, os mortos são 21. Itália confirma 1.492 casos adicionais e 133 mortes. Números totais: 7.375 infetados e 366 mortos. O primeiro-ministro Giuseppe Conte estendeu o bloqueio de quarentena para cobrir toda a região da Lombardia e outras 14 províncias do norte do país. Registado o primeiro morto em África, que ocorre no Egito - um cidadão alemão hospitalizado a 1 de março e depois sofreu insuficiência respiratória causada por pneumonia aguda. DGS encerra escolas e suspende atividades de lazer e culturais nos concelhos de Lousada e Felgueiras por causa do acumular de casos.
9 março Alemanha regista as duas primeiras mortes no país. Infetados aumentam para 1.176. Universidades de Lisboa e Coimbra suspendem todas as aulas presenciais por duas semanas. Itália estende quarentena a todo o país, onde número de mortos atinge 463. Primeiros casos em Chipre significam que todos os países da União Europeia estão atingidos pelo novo coronavírus. Números da Espanha aumentam para 1.231 casos, com 30 mortes. Itália: 9.172 infetados e 463 mortos. França revela que os deputados Guillaume Vuilletet e Sylvie Tolmont estão infetados, havendo cinco deputados da Assembleia com Covid-19. Também foi confirmado que o ministro da Cultura, Franck Riester, havia testado positivo. O número de casos aumentou para 1.412.
10 março Câmara de Lisboa encerra museus, teatros municipais e suspende atividades desportivas em recintos fechados. Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) decreta fecho de museus, monumentos e palácios na sua dependência. Governo português suspende voos para todas as regiões de Itália por 14 dias. O primeiro-ministro italiano Conte estende o bloqueio de quarentena a toda a Itália, incluindo restrições de viagens e a proibição de reuniões públicas. Número de infetados sobe para 10.149, número de mortos é já 631. Portugal: 41 infetados
11 março Organização Mundial de Saúde passa a considerar o Covid-19 como uma pandemia, isto é um surto de doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. Itália anuncia que o jogador da Juventus Daniele Rugani, colega de Ronaldo, testa positivo para Covid-19. Total de infetados em Itália: 12.462. Total de mortos: 827. Portugal: 59 infetados. Turquia anuncia primeiro caso num homem regressado da Europa. Mais de mil médicos disponibilizam-se para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
12 março Portugal decide encerrar todos os estabelecimentos de ensino até ao final das férias da Páscoa a partir de 16 de março, encerramento de discotecas, restrições em restaurantes, centros comerciais, serviços públicos e proibição de desembarque de passageiros de cruzeiros. Portugal tem agora 78 pessoas infetadas e ainda zero mortes relacionadas com Covid-19. Estado de alerta declarado em todo o país, com proteção civil e forças e serviços de segurança em prontidão. Região Autónoma da Madeira suspende atracagem de navios de cruzeiro e impõe medição de temperatura a passageiros nos aeroportos. Governo dos Açores fecha escolas e museus, interdita cinemas e ginásios. Hospital de São João anuncia que uma das primeiras pessoas internadas em Portugal com Covid-19 se curou. Em apenas um dia, Itália regista 2651 novos infetados, elevando o número de doentes com Covid-19 para 15.113. Nas mesmas 24 horas, morreram 189 italianos. O total de mortos em Itália é agora 1.016.
13 março Europa toma o lugar da China como maior epicentro do coronavírus, diz a OMS, numa altura em que o crescimento de casos abranda no país oriental (China tem agora 80.815 infetados e 3.117 mortos) e acelera em Itália e no resto do continente europeu. Portugal: 112 infetados com o Covid-19. 61 países da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul anunciaram ou implementaram fecho total ou parcial de escolas e universidades. Trinta e nove países fecharam todas as escolas, afetando 421,4 milhões de crianças e jovens. Nesta altura são 11 os países que proíbem a entrada de voos de Portugal (e da Europa): Arábia Saudita, Argentina, El Salvador, EUA, Guatemala, Itália, Jordânia, Kuwait, Nepal, República Checa e Venezuela. Estados Unidos proíbem entrada de voos de passageiros vindos do espaço Schengen na Europa (26 países, incluindo obviamente Portugal) durante 30 dias. Venezuela, país de 32 milhões de habitantes, confirma os dois primeiros casos de infetados: uma pessoa vinda dos EUA e outra de Espanha. O país de Nicolas Maduro também proibiu voos vindos da Europa durante um mês. Eslováquia, Malta e República Checa fecham fronteiras com os países membros da EU. Governo permite a funcionários públicos ficar em casa em regime de teletrabalho sempre que funções o permitam. Madeira suspende voos provenientes da Dinamarca, França, Alemanha, Suíça e Espanha, países de transmissão ativa.
Presidente dos EUA, Donald Trump, declara estado de emergência nacional.
UEFA suspende todos os jogos sob a sua égide, incluindo Liga dos Campeões e Liga Europa. República Checa anuncia fecho total de fronteiras a partir de 16 de março.
14 março Número mundial de infetados: 150.054. Total de mortos: 5.617 Portugal: 169 infetados. Nas últimas 24 horas houve 57 novos casos. Não há ainda mortes em Portugal. Ministra da Saúde, Marta Temido, anuncia que Portugal entrou "numa fase de crescimento exponencial da epidemia", com 169 casos confirmados.
Açores e Madeira decidem quarentena obrigatória para todas as pessoas que cheguem às regiões autónomas. Governo de Espanha, onde há mais de 5.700 casos, impõe "medidas drásticas" no âmbito do estado de alerta, proíbe cidadãos de andar na rua, exceto para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.
15 de março Número de casos em Portugal atinge 245, em todo mundo há quase 160.000 pessoas infetadas e já morreram mais de 6.000.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convoca Conselho de Estado por videoconferência para 18 de março, para discutir a "eventual decisão de decretar o estado de emergência" em Portugal.
Sindicato Independente dos Médicos conta mais de 50 clínicos infetados e mais de 150 em quarentena.
Governo proíbe consumo de bebidas alcoólicas na via pública e eventos com mais de cem pessoas, apelando para que deslocações se limitem ao estritamente necessário.
Autoridade Marítima Nacional interdita atividades desportivas ou de lazer que juntem pessoas nas praias do continente, Madeira e Açores.
16 de março Portugal regista a primeira morte devido ao coronavírus. O número de infetados pelo novo coronavírus sobe para 331. Segundo a Direção-Geral da Saúde, há 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardam resultado laboratorial.
Governo português anuncia o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
Portugal vai também intensificar o controlo sanitário nos aeroportos.
Macau decreta quarentena obrigatória de 14 dias para quem chegar ao território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong.
Assembleia da República dispensa funcionários inseridos em grupos de risco e promove o trabalho à distância e rotatividade.
17 de março O número de infetados sobe para 448.
É anunciado que o SNS foi reforçado com mais 1.800 médicos e 900 enfermeiros e que há 30 profissionais de saúde infetados, 18 dos quais médicos. E é também anunciado o nascimento do primeiro bebé filho de uma mulher infetada. O bebé não foi infetado.
O governo regional da Madeira anuncia o primeiro caso na região.
O município de Ovar fica sujeito a "quarentena geográfica" e o Governo declara o estado de calamidade pública para o concelho, que passa a ter entradas e saídas controladas. A circulação de pessoas nas ruas também é controlada.
António Costa anuncia a suspensão das ligações aéreas de fora e para fora da União Europeia.
A CP reduz em 350 as ligações diárias.
18 de março O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, depois de ouvido o Conselho de Estado e de ter obtido o parecer positivo do Governo e da aprovação do decreto pela Assembleia da República.
O estado de emergência vigora até 02 de abril.
António Costa diz que "o país não para" e que o Governo tudo fará para manter a produção e distribuição de bens essenciais.
O estado de emergência contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública. A desobediência é crime e pode levar à prisão.
No dia em que o Governo revela um conjunto de linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas de 3.000 milhões de euros, é também anunciado que as contribuições das empresas para a Segurança Social são reduzidas a um terço em março, abril e maio, e que as empresas vão ter uma moratória concedida pela banca no pagamento de capital e juros.
O número de infetados sobe para 642 e regista-se uma segunda morte. O Alentejo regista os primeiros dois casos.
19 de março O número de vítimas mortais sobe para três em Portugal, com os casos confirmados a ascenderem a 785. Graça Freitas anuncia que quem apresentar sintomas ligeiros ou moderados da doença é seguido a partir de casa.
O primeiro-ministro anuncia, após a reunião do Conselho de Ministros, as medidas e regras para cumprir o estado de emergência, incluindo o "isolamento obrigatório" para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância. Os restantes cidadãos devem cumprir "o dever geral de recolhimento domiciliário". A regra é que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.
A proposta de lei do Governo com as medidas excecionais é de imediato promulgada pelo Presidente da República.
É também anunciado que o Governo criou um "gabinete de crise" para lidar com a pandemia e que suspendeu o pagamento da Taxa Social Única.
O governo dos Açores determina a suspensão das ligações aéreas da transportadora SATA entre todas as ilhas e a TAP anuncia que vai reduzir a operação até 19 de abril, prevendo cumprir 15 dos cerca de 90 destinos.
20 de março Com o país recolhido começam a destacar-se respostas da sociedade civil e das autarquias para fazer face à pandemia, anunciam-se ações de solidariedade para com os mais necessitados.
O Governo reúne-se em Conselho de Ministros para aprovar um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população mais afetada. António Costa anuncia que é adiado para o segundo semestre o pagamento do IVA e do IRC, a prorrogação automática do subsídio de desemprego e do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção.
É também anunciado que as celebrações religiosas, como funerais, e outros eventos que impliquem concentração de pessoas são proibidos, e que as autoridades de saúde ou de proteção civil podem decretar a requisição civil de bens ou serviços públicos se necessários para o combate à doença.
Portugal tem seis vítimas mortais e 1.020 casos confirmados.
21 de março O número de mortes sobe para 12, o dobro do dia anterior, e os infetados são 1.280.
Marta Temido estima que o pico de casos aconteça em meados de abril, e diz que Portugal vai adotar um novo modelo de tratamento de infetados, que passa pelo aumento do acompanhamento em casa. Graça Freitas estima que a taxa de letalidade é de cerca de 1%, mas avisa que pode mudar.
O Governo anuncia que vai prorrogar os prazos das inspeções automóveis e reduz os leilões nas lotas, criando uma linha de crédito até 20 milhões de euros para o setor da pesca.
Com o país em casa surgem as primeiras notícias de infeções em lares. Na Casa de Saúde da Idanha, em Belas, arredores de Lisboa, é anunciado que 10 utentes estão infetados. Um lar em Vila Nova de Famalicão fica sem funcionários depois de oito terem dado positivo ao covid-19.
O ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia que a TAP prevê realizar voos para a Praia e Sal (Cabo Verde), Bissau (Guiné-Bissau) e São Tomé para transportar portugueses para casa.
22 de março O número de mortes associadas à covid-19 sobe para 14 e o de infetados para 1.600 (mais 320).
Num domingo de sol muitas pessoas saem à rua e na Póvoa de Varzim a polícia é chamada devido ao "desrespeito ao estado de emergência" (multidão a passear). Em Coimbra a PSP também é chamada por causa de um aglomerado na Mata Nacional do Choupal.
São detidas sete pessoas no país por crime de desobediência.
Os utentes do lar de Famalicão são transferidos para o Hospital Militar do Porto.
As autoridades iniciam o repatriamento de mais de 1.300 passageiros que chegam a Lisboa num navio de cruzeiro (entre eles estão 27 portugueses).
O Governo assina três despachos, que entram em vigor no dia seguinte, para garantir serviços essenciais de abastecimento de água e energia, recolha de lixo e funcionamento de transportes públicos.
O presidente da Associação Nacional de Freguesias, Jorge Veloso, pede que as pessoas das cidades e os emigrantes evitem ir para o interior.
23 de março Portugal tem 23 mortes e 2.600 infeções.
As queixas sobre a falta de equipamentos para quem mais necessita, como profissionais de saúde ou de segurança, começam a surgir. O Governo anuncia que o Estado vai comprar à China equipamentos de proteção e que espera quatro milhões de máscaras. Cinco polícias e dois técnicos sem funções policiais estão infetados numa esquadra de Vila Nova de Gaia.
O Governo cria uma linha de apoio de emergência de um milhão de euros para artistas e entidades culturais e reforça com 50 milhões de euros os acordos de cooperação com o setor social (responsável pelos lares de idosos ou centros de dia).
Uma residência para idosos na Maia, Porto, coloca em isolamento 46 idosos devido a casos de infeção.
24 de março O número de mortes sobe para 33 e o número de infeções passa a 2.362.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, anuncia a ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, no mesmo dia em que são já 27 as detenções por violação das regras do estado de emergência.
O Presidente da República admite que o pico da pandemia possa ocorrer depois de 14 de abril. No parlamento, o presidente e líder parlamentar do PSD abandona o plenário depois de uma discussão sobre o número excessivo de deputados na bancada social-democrata.
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) lança uma linha de financiamento de 1,5 milhões de euros para investigação e "implementação rápida" de respostas às necessidades do SNS.
Em Vila Real, o presidente da Câmara alerta para a existência de 20 utentes e funcionários de um lar infetados com covid-19.
O Rali de Portugal é adiado.
25 de março Portugal regista mais 10 mortes chegando às 43, quando são contabilizadas 2.995 infeções.
O secretário de Estado da Saúde diz que o sistema tem capacidade de fazer 8.600 testes diários. A questão de se fazer mais testes ou não divide opiniões.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil coloca em alerta laranja, o segundo mais grave, os distritos de Lisboa, Porto e Aveiro.
O ministro de Estado e das Finanças diz que o país "nunca esteve tão bem preparado" para enfrentar uma crise como a causada pelo vírus.(lol) O Banco de Portugal anuncia que é facilitada a concessão de crédito pessoal por parte dos bancos.
A Câmara de Melgaço implementa um cerco sanitário na aldeia de Parada do Monte, com 370 habitantes, após confirmação de três casos de infeção.
A ASAE diz que já fiscalizou 41 operadores económicos por causa de especulação de preços.
26 de março Há 3.544 infeções e morreram 60 pessoas.
Há doentes a ser tratados com medicamentos da malária e do ébola, ainda que sem certezas, diz Graça Freitas.
O Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto caia este ano 3,7% num cenário base e 5,7% num cenário adverso, devido à pandemia. A taxa de desemprego deve subir acima dos 10%. No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa admite prolongar o estado de emergência reúne-se o Governo em Conselho de Ministros e aprova a suspensão até setembro do pagamento dos créditos à habitação e de créditos de empresas. Aprova também medidas excecionais de proteção dos postos de trabalho (como redução temporária de horário ou suspensão do contrato) e uma proposta de lei que prevê um regime de mora no pagamento das rendas, habilitando ainda o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana a conceder empréstimos a inquilinos.
Na Maia um lar de idosos infetado é evacuado, em Vila Real aumentam as infeções num lar de idosos, de 20 para 45.
É anunciado que quem aterrar nos Açores tem confinamento obrigatório de 14 dias.
27 de março No lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, são agora 88 os infetados, entre os quais 68 utentes.
Em Portugal o número de mortes chega a 76 e o número de infetados sobe para 4.268.
Graça Freitas diz agora que o pico da pandemia pode afinal ser só em maio.
António Costa anuncia a chegada a Portugal de milhares de equipamentos de proteção individual e o Laboratório Militar também anuncia que começou a fazer testes de diagnóstico. Outras entidades como o Instituto de Medicina Molecular também começam a fazer testes.
Mil e quinhentos enfermeiros voluntariam-se para reforçar o apoio à linha telefónica SNS24, segundo a bastonária da Ordem.
As forças de segurança detiveram, desde o início do estado de emergência, 64 pessoas por crime de desobediência, e mandaram encerrar 1.449 estabelecimentos. O balanço é do MAI, segundo o qual também foram impedidas de entrar em Portugal 850 pessoas e uma delas foi detida. A detida, viria a confirmar-se depois, estava infetada com covid-19.
No Algarve, quando se aproxima o período da Páscoa, que costuma encher os hotéis, a associação empresarial do setor diz que a hotelaria está praticamente encerrada.
28 de março O número de mortes ascende à centena e os infetados são 5.170. Marta Temido também diz que o pico da epidemia só deve acontecer no final de maio e que as medidas de contenção social estão a abrandar a curva de infeções.
O Presidente da República pede aos portugueses para que, no período da Páscoa, continuem a respeitar as regras de contenção. A PSP interpela todas as pessoas que atravessam a Ponte 25 de Abril, no sentido norte-sul, e são divulgadas imagens de grandes filas de carros, alguns deles, diz a PSP, em incumprimento do estado de emergência.
É publicada uma retificação do diploma inicial do "lay-off" simplificado, acautelando que nenhum trabalhador de empresas que recorram e esse apoio pode ser despedido.
O Governo anuncia que vai organizar uma operação de transporte aéreo para o regresso temporário a Portugal de professores portugueses que estão em Timor-Leste.
29 de março Portugal contabiliza 119 mortes e 5.962 casos de infeções p. O número de pessoas internadas nos cuidados intensivos é de 138 doentes, um aumento para o dobro em relação ao dia anterior.
As notícias sobre infeções em lares continuam, como em Foz Côa, Guarda, onde o lar tem 47 infetados num universo de 62 idosos, segundo o provedor.
Em Ovar, onde foi declarado o estado de calamidade pública, são cinco as mortes, uma delas uma jovem de 14 anos, diz o vice-presidente da Câmara.
Nos Açores, o concelho de Povoação, na ilha de S. Miguel, é também submetido a um cordão sanitário.
Surgem notícias, através de sindicatos, de que há pelo menos um guarda prisional infetado do estabelecimento de Custoias e de uma auxiliar de ação médica no hospital prisional de Caxias. O Governo diz que vai ponderar criteriosamente a recomendação das Nações Unidas para libertação imediata de alguns presos mais vulneráveis.
30 de março António Costa avisa que Portugal "vai entrar no mês mais crítico desta pandemia", no dia em que os números da DGS indicam que há 140 mortes e 6.408 infetados.
Segundo o primeiro-ministro, com ou sem estado de emergência vai ser preciso prolongar as medidas que têm sido adotadas. E, diz também, que na próxima semana pretende cobrir o país com despistes de covid-19 em lares.
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirma que o número de profissionais de saúde infetados chegou aos 853, e Graça Freitas admite impor-se uma cerca sanitária na região do Porto, motivando fortes críticas.
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, diz que a segurança social recebeu 1.400 pedidos de empresas que pretendem aderir ao "lay-off" simplificado.
(Continua nos comentários)
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admite nacionalizações e diz que seria "um erro trágico" reagir com medidas de austeridade à crise provocada pela pandemia, defendendo antes o apoio ao crescimento da economia.
O Governo pede a abertura de "forma condicionada" das juntas de freguesia onde estão instalados postos dos CTT, lembrando que esses serviços garantem a entrega de pensões. A empresa anunciou que ia antecipar a emissão e pagamento de vales em dois dias úteis.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que se impõe manter as medidas de contenção que vigoram em Portugal.
A TAP avança para um processo de "lay-off" para 90% dos trabalhadores.
O governo dos Açores prolonga a situação de contingência no arquipélago até 30 de abril.
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2020.04.18 21:19 Matmil1342 Guerras de narrativas deformam a percepção comum e criam novas realidades paralelas(texto longo)

Por Licio Caetano do Rego Monteiro*
A catástrofe da pandemia do COVID-19 no Brasil parece se anunciar no horizonte próximo. Aprendendo com o que ocorreu em outros países e seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde, desde meados de março diversos estados e cidades no Brasil estabeleceram uma quarentena, que implica a suspensão das atividades não-essenciais e a redução da circulação de pessoas.
O objetivo é o já conhecido “achatamento da curva”: frear a velocidade da transmissão do vírus num contexto de livre circulação de pessoas e possibilitar que o sistema de saúde ganhe tempo para ampliar a capacidade de atendimento e hospitalização dos pacientes, evitando o colapso do sistema com a falta de leitos, de médicos e de equipamentos médicos.
Apesar de a quarentena ser defendida pela grande maioria dos especialistas e ter demonstrado seus efeitos consistentes nos diversos países que a adotaram de forma preventiva, não se conseguiu consolidá-la como um consenso social e político no Brasil.
Desde os primeiros casos surgidos no Brasil, quando o quadro na Europa começava a se agravar, o governo de Bolsonaro alterna entre minimizar os efeitos do COVID-19, acusar os chineses pela sua disseminação e, desde 20 de março, anunciar a solução para o fim de todos os males, com o remédio chamado cloroquina.
A atitude de Bolsonaro frente à epidemia sintetizou um modo próprio de se relacionar com o COVID-19 que já se anunciava de forma difusa na sociedade, com a intenção explícita de se contrapor à estratégia da quarentena e do isolamento físico da população.
Ao inaugurar uma polarização e dar legitimidade política a um dos polos, Bolsonaro produz um efeito social imediato, que se verifica no afrouxamento sucessivo do confinamento e no incentivo para que as pessoas saiam às ruas.
Mas também projeta um efeito futuro, que tem a ver com a narrativa sobre a própria epidemia.
Mesmo que a quarentena seja a estratégia mais confiável e aceita pela população, o importante na posição de Bolsonaro é promover uma cisão na maneira como a sociedade percebe a epidemia, extraindo desta polarização um efeito de longo prazo, que interdita uma percepção comum e compartilhada pelo conjunto da população.
É a plantação de uma dúvida e de uma narrativa concorrente capaz de ressignificar os fatos e neutralizar as consequências políticas que poderiam advir de uma análise sobre os problemas estruturais revelados diante da epidemia e suas causas.
Ao transformar as evidências científicas numa questão de opinião e decisão política, as recomendações de quarentena se tornam ela própria uma posição numa guerra de narrativas em que o polo oposto à quarentena é ocupado aqui pelo que vamos generalizar aqui como “cloroquina”.
“Quarentena” e “cloroquina” se tornam polos que delimitam atitudes opostas diante da epidemia.
Inaugura-se uma cismogênese que replica ou captura campos de identidade política e de comportamento social que já vem dividindo a sociedade brasileira há alguns anos.
Não bastasse encarar a maior epidemia do último século, o Brasil deve enfrentar a epidemia fragmentado em dois campos de percepção, opostos, que resultam em atitudes distintas que, além de ter um impacto direto no sucesso das estratégias adotadas no período de pico da epidemia, também afetam a interpretação futura da catástrofe epidêmica e suas consequências políticas.
E isso justamente diante de um problema que necessitaria de um esforço coletivo e multidimensional, em diversas frentes, convergindo para um objetivo comum.
Cisão cognitiva, realidades irreconhecíveis
Por que é possível que se produza uma cisão cognitiva e política na percepção da epidemia no contexto brasileiro? Alguns motivos se apresentam.
O primeiro é que não há nem haverá uma compreensão consensual que diferencie o que é (e terá sido) uma fatalidade inevitável e o que é (e terá sido) o resultado de opções políticas e técnicas.
A tendência é a de que haja uma grande subnotificação dos casos de infectados e de mortos, uma vez que muitas pessoas podem acabar sendo enterradas sem mesmo um teste que confirme a causa de sua morte.
Um estudo comparativo entre a média de mortes em cidades da Lombardia no meses de março de 2019 e 2020 indicou que a diferença era muito acentuada, sugerindo que a estimativa de mortos pelo COVID-19 estava subnotificada quando se considerava apenas os casos confirmados.
Numa situação de ausência de testes em massa, será possível esconder a causa das mortes deixando que os “cloroquinas” possam colocar em dúvida os números oficiais e estimados. A ausência de números confiáveis dificulta a própria visibilidade do fenômeno.
O segundo motivo é que mesmo que se chegue a um consenso sobre uma estimativa provável de número de mortos e de infectados, tanto a divulgação científica quanto os meios de comunicação, que poderiam vocalizar uma visão consistente e socialmente legítima, se encontram desde já sob fogo cruzado.
Pode haver números, mas os “mensageiros” serão desacreditados.
Para isso contribuem as notícias falsas sobre notificação indevida de COVID-19 como causa de morte em óbitos por outras causas, hospitais vazios e o sucesso garantido da nova droga – a cloroquina – que poderia substituir todo o esforço de confinamento social e corrida para equipar hospitais e ampliar leitos para receber pacientes por todo o país.
No caso da cloroquina, seu possível sucesso nas pesquisas clínicas fica comprometido pela confusão causada pela captura simbólica promovida por governos como o de Bolsonaro.
O terceiro motivo é que a experiência da quarentena e de seus efeitos sobre a evolução temporal da epidemia será sentida de forma diferenciada pela população de acordo com as classes sociais e com o acesso aos sistemas público e privado de saúde.
Uma reportagem da Folha de São Paulo demonstrou a diferença de oferta de leitos de UTI por 10 mil habitantes no SUS (1,04) e no setor privado (4,84). No Rio de Janeiro, por exemplo, a diferença chega a 0,97 no SUS para 8,7 no setor privado, o que significaria, lido de forma rápida, que um leito no setor privado é cerca de 9 vezes mais acessível do que no SUS.
A demanda de leitos nos epicentros da epidemia na Europa foi em média 2,4 leitos de UTI por 10 mil habitantes. Se a mesma média for mantida para o contexto brasileiro, isso significaria que o “achatamento da curva” e o colapso do atendimento médico pode ocorrer em tempos distintos no SUS e no setor privado.
Se fossem consideradas como duas populações diferentes, os que têm acesso ao setor privado e os que só têm acesso ao SUS, podemos ter uma situação em que a quarentena pode ser suficiente para preservar o setor privado e atender seus usuários, mas não conseguir frear uma catástrofe epidêmica para a grande maioria da população.
Esta última cisão – resultado da acentuada desigualdade social vigente no Brasil – é agravada pelas anteriores.
É justamente essa população mais suscetível à catástrofe epidêmica que será (já está sendo) invisibilizada tanto pelos meios de comunicação e pelas pesquisas, quanto pela própria capacidade de gerar dados confiáveis sobre o impacto da epidemia nos contextos sociais mais precários – prisões, favelas, periferias, interior, etc.
Por fim, uma última cisão se expressa nos efeitos econômicos da crise. Cabe aqui lembrar que a situação econômica no Brasil já vinha estagnada desde o ano passado e a turbulência financeira já havia se expressado de forma acentuada antes mesmo da evolução do coronavírus e da quarentena em larga escala.
Diante da situação excepcional, no entanto, o governo tem se movido para atender, em primeiro lugar, seus avalistas do mercado, atrasando todas as medidas que poderiam induzir os cidadãos mais desamparados a reforçar a quarentena.
Entre os diferentes setores da economia, a crise será sentida e remediada de forma diferente, mas a principal diferença será entre os trabalhadores, precarizados, desempregados e com renda sufocada, e os grandes empresários e banqueiros, com suas margens de lucro resguardadas pelo socorro do governo.
O governo federal emite diferentes mensagens contraditórias: o Ministério da Saúde adverte que sair de casa faz mal a saúde, o da Economia não te dá meios para ficar em casa, e o presidente diz que é melhor você sair para não passar fome.
Os governos estaduais e municipais impulsionam a quarentena, com medidas restritivas e ajudas emergenciais que só se sustentam com repasses do governo federal.
O congresso aprova uma renda básica emergencial, mas o governo federal a trata como um fardo.
As respostas mais rápidas são aquelas da própria sociedade: em todos os rincões temos notícia de ações de solidariedade dentro de comunidades levadas a cabo pela auto-organização daqueles que tem um pouco junto com os que menos tem.
Também aqui, a percepção dominante sobre quem “pagou” pela crise e pela quarentena será manipulada para que não se aponte o dedo para o sistema que mantém e acentua a exploração e a desigualdade galopantes que devem se aprofundar durante e após a epidemia.
Diante dessas cisões na produção dos dados, na difusão das notícias e resultados e na desigualdade do impacto epidemiológico e econômico da epidemia, abre-se um campo para que a interpretação dos fenômenos seja marcada pela guerra de narrativas, com sua relativa autonomia aos dados da realidade fenomênica.
Em vez de enfrentar o problema em sua radicalidade, a opção do governo federal certamente será a de operar os mecanismos de percepção social para impedir que qualquer mudança real seja levada a cabo como resultado de uma constatação da catástrofe social revelada pela catástrofe epidêmica.
O “quarentena” e o “cloroquina” como duas atitudes opostas diante da epidemia
Aqui nos dedicamos a uma tentativa retrofuturista, considerada na acepção de interpolação do passado e futuro.
Estamos em abril de 2020 e os tempos estão embaralhados. Aqui no Brasil, vemos o que se passa nos EUA, na Itália e na Espanha com uma projeção do que pode vir a acontecer nas próximas semanas.
Vivemos um tempo de espera do pior. E muitas vezes pensamos e nos referimos à catástrofe epidêmica como se ela já estivesse acontecendo ou mesmo como se já tivesse acontecido.
Mais do que pensar, importa ver como a percepção de um futuro que ainda não aconteceu condiciona nossa atitude e disposição nas ações do presente e na preparação para enquadrar a catástrofe iminente em sistemas de referências e modelos de realidade que estão se configurando em tempo real, com suas atualizações diárias de informações e sentimentos.
O argumento aqui é o de que a cisão nas expectativas e nos modelos de apreensão das informações tem sido operada de forma intencional pelo governo federal como estratégia para evitar a conflagração de medidas eficazes e consistentes para enfrentar a epidemia e seus efeitos.
Essa cisão, no entanto, está assentada em bases sociais bem estabelecidas, que servem como matéria prima para a guerra de narrativas sobre “o que se passou” – esse futuro que ainda não passou, mas que está neutralizado de antemão.
Faço aqui uma distinção entre duas formas genéricas de se relacionar com a epidemia: o “quarentena” e o “cloroquina”. É uma simplificação, uma generalização assumida, mas que tem como objetivo exemplificar o quanto a cisão pode se manifestar na sociedade brasileira.
O “quarentena” parte do pressuposto de que tem uma responsabilidade individual na construção de um esforço coletivo para evitar a catástrofe.
Recusa-se a correr riscos mas também a ser um possível vetor, um transmissor do vírus para as pessoas mais expostas (trabalhadores de serviços essenciais) ou mais vulneráveis (idosos e grupos de risco).
Busca um leque amplo de informações, que o permite observar o que se passa em outros países, aprender as recomendações sanitárias, mudar sua rotina e procedimentos básicos de sua vida cotidiana.
Aceita os eventuais prejuízos e sacrifícios que a situação exige, seja por ter condições econômicas para se manter no período da “quarentena”, seja porque não tem outra opção diante do fato de que a “economia” não está mais rodando como estava.
Além de se vincular a iniciativas de ação solidária, seja como doador, seja como receptor, acredita que o governo deve assumir os custos necessários para garantir as várias formas de assistência emergencial para que os mais desprotegidos possam superar essa situação.
O “cloroquina” parte do pressuposto de que alguma solução farmacológica deve ser alcançada para que o ritmo “normal” de funcionamento da sociedade seja mantido.
Aceita correr riscos e não acredita que possa ser um transmissor, uma vez que minimiza os reais efeitos do coronavírus, inclusive pressupõe que exista uma inflação dos números oficiais com a finalidade de alarmar as pessoas.
Considera exageradas as medidas restritivas e sanitárias, mas cumpre quando lhe convém, ou por via das dúvidas.
Atribui à quarentena a causa dos prejuízos econômicos, seja porque teve que suspender seus negócios, seja porque não tendo outros meios para se sustentar, precisa “furar” a quarentena para garantir seus ganhos imediatos.
Tem dificuldade de lidar com uma renda básica universal, mesmo que temporária, pois acredita no valor do trabalho como distinção moral entre os que superam suas dificuldades e aqueles que se acomodam.
Acredita que o governo deveria garantir o direito de retomar as atividades.
O “quarentena” enxerga a cloroquina como uma hipótese que ainda demandaria estudos mais consistentes para que seja adotada como medicação no caso do coronavírus.
O “cloroquina” encontra nela sua tábua de salvação, que poderia justamente evitar a necessidade de uma quarentena, uma vez que se todos os pacientes se tratassem com o remédio a demanda de hospitalização e o número de óbitos diminuiriam.
O “quarentena” acredita na ciência, tanto que sabe que ela não pode trazer uma solução mágica imediata, pois demanda tempo e investimento para que as pesquisas necessárias sejam realizadas.
Enquanto isso, resta ouvir o que tem a dizer a epidemiologia e a medicina social, que também são ciências, e que estão dizendo claramente que não basta acreditar na ciência, é preciso que todo o sistema social se movimente para encarar a epidemia.
O “cloroquina” acredita que Deus vai capacitar os cientistas a descobrirem a solução, que é a cloroquina – logo, para que pesquisa, cientistas e investimento, se a resposta já está dada.
No espectro político, o “quarentena” tende a encarar com simpatia as medidas e resultados atingidos pela China no enfrentamento ao coronavírus, assimilados e difundidos pela OMS, enquanto o “cloroquina” acusa a China de ter escondido o vírus ou de estar se aproveitando economicamente da fragilidade das economias ocidentais diante da epidemia.
Quando se encontram no mercado e na farmácia, o “quarentena” está de máscara, não toca em nada e procura se afastar de tudo e todos. O “cloroquina”, por sua vez, está sem máscara, fala alto, mexe em tudo e não guarda distância.
O “cloroquina” olha para o “quarentena” como um exagerado alarmista. O “quarentena” olha o “cloroquina” de forma assustada, e o julga como um alienado egoísta.
Mas mesmo esses dois grupos não são homogêneos e estão suscetíveis a certa projeção.
O “quarentena” poder enxergar o “cloroquina” somente como o típico empresário que quer mais é tocar seus negócios, seguindo o discurso do dono da hamburgueria Madero ou o “véio da Havan”, mas não vê como a atitude do “cloroquina” está disseminada e possui uma base social ampla nos trabalhadores precarizados e informais que não possuem nenhuma forma de defesa coletiva nem resguardo financeiro.
Para estes, a “quarentena” não é uma opção e não há como esperar o governo federal.
Já o “cloroquina” tende a projetar no “quarentena” a imagem de uma classe média elitizada, com reservas econômicas, emprego garantido e meios confortáveis de ficar em casa.
Um mundo comum onde possa brotar um “nunca mais”
O exercício aqui é lançar luz sobre como a experiência social polarizada diante da catástrofe que se avizinha pode ser o antídoto para evitar qualquer mudança significativa que advenha da percepção da epidemia como um acontecimento liminar, que marque uma mudança real na maneira como nos organizamos como sociedade.
Para o “cloroquina”, não haverá isso que se chama de sociedade, mas uma coleção de indivíduos mais ou menos aptos a se adequar às novas condições de trabalho e consumo, circulação e habitação, níveis de renda e acesso aos sistemas de saúde.
Para o “quarentena”, caberia uma exigência radical de serviços públicos universais, sem a austeridade propagada pelo mercado, com políticas de renda universal e redução de desigualdades.
Pode ser que muito em breve o “quarentena” e o “cloroquina” estejam se reencontrando no hospital ou no cemitério, num inferno sartreano sem espelhos, e pudessem olhar a si mesmos na imagem refletida nos olhos do outro.
Nesse momento, seria importante que ambos olhassem do lado de fora o mesmo mundo e do lado de dentro o que realmente fizeram diante da catástrofe, que a realidade inoculasse a guerra de narrativas de uma forma inescapável.
Seria importante construir uma história comum, que possibilitasse uma compreensão da real dimensão da epidemia, de suas causas e consequências, de seus efeitos desiguais, e que pudesse esta narrativa ser a base da superação de um mundo que tornou (terá tornado) possível a catástrofe que se avizinha.
Aqui é impossível não confundir os tempos verbais. .
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2020.04.02 01:03 capybaranaranja Como o mundo cuidará da pandemia de coronavírus A pandemia mudará o mundo para sempre: Pedimos a 12 principais pensadores globais suas previsões. Foreign Policy

*Esse post é o artigo completo da revista Foreign Policy, que serviu de inspiração essa análise em vídeo do Meteoro Brasil, "O Mundo Depois da Crise". (que serve como TL;DR)
Como a queda do Muro de Berlim ou o colapso do Lehman Brothers, a pandemia de coronavírus é um evento de abalar o mundo cujas conseqüências de longo alcance só podemos começar a imaginar hoje.
Isso é certo: assim como esta doença destruiu vidas, perturbou mercados e expôs a competência (ou a falta dela) dos governos, ela levará a mudanças permanentes no poder político e econômico de maneiras que se tornarão aparentes apenas mais tarde.
Para nos ajudar a entender o terreno mudando sob nossos pés à medida que a crise se desenrola, a Política Externa pediu a 12 principais pensadores de todo o mundo que avaliassem suas previsões para a ordem global após a pandemia.
Um mundo menos aberto, próspero e livre
de Stephen M. Walt
A pandemia fortalecerá o estado e reforçará o nacionalismo. Governos de todos os tipos adotarão medidas emergenciais para administrar a crise, e muitos relutarão em renunciar a esses novos poderes quando a crise terminar.
O COVID-19 também acelerará a mudança de poder e influência do Ocidente para o Oriente. A Coréia do Sul e Cingapura responderam melhor e a China reagiu bem após seus erros iniciais. A resposta na Europa e na América tem sido lenta e aleatória em comparação, manchando ainda mais a aura da "marca" ocidental.
O que não vai mudar é a natureza fundamentalmente conflituosa da política mundial. Pragas anteriores não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Pragas anteriores - incluindo a epidemia de gripe de 1918-1919 - não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Nem COVID-19. Veremos um recuo adicional da hiperglobalização, à medida que os cidadãos buscam os governos nacionais para protegê-los e enquanto estados e empresas buscam reduzir futuras vulnerabilidades.
Em resumo, o COVID-19 criará um mundo menos aberto, menos próspero e menos livre. Não precisava ser assim, mas a combinação de um vírus mortal, planejamento inadequado e liderança incompetente colocou a humanidade em um caminho novo e preocupante.
O fim da globalização como a conhecemos
por Robin Niblett
A pandemia de coronavírus pode ser a palha que quebra as costas do camelo na globalização econômica.
O crescente poder econômico e militar da China já havia provocado uma determinação bipartidária nos Estados Unidos de separar a China da alta tecnologia e propriedade intelectual de origem americana e tentar forçar os aliados a seguir o exemplo. O aumento da pressão pública e política para cumprir as metas de redução de emissões de carbono já havia questionado a dependência de muitas empresas de cadeias de suprimentos de longa distância. Agora, o COVID-19 está forçando governos, empresas e sociedades a fortalecer sua capacidade de lidar com longos períodos de auto-isolamento econômico.
Parece altamente improvável, neste contexto, que o mundo retorne à idéia de globalização mutuamente benéfica que definiu o início do século XXI. E sem o incentivo para proteger os ganhos compartilhados da integração econômica global, a arquitetura da governança econômica global estabelecida no século 20 se atrofiará rapidamente. Será necessária uma enorme autodisciplina para os líderes políticos sustentarem a cooperação internacional e não recuarem para uma competição geopolítica aberta.
Provar aos cidadãos que eles podem administrar a crise do COVID-19 comprará aos líderes algum capital político. Mas aqueles que falham terão dificuldade em resistir à tentação de culpar os outros por seu fracasso.
Uma globalização mais centrada na China
por Kishore Mahbubani
A pandemia do COVID-19 não alterará fundamentalmente as direções econômicas globais. Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Por que essa tendência continuará? A população americana perdeu a fé na globalização e no comércio internacional. Os acordos de livre comércio são tóxicos, com ou sem o presidente dos EUA, Donald Trump. Por outro lado, a China não perdeu a fé. Por que não? Existem razões históricas mais profundas. Os líderes chineses agora sabem bem que o século de humilhação da China de 1842 a 1949 foi resultado de sua própria complacência e de um esforço fútil de seus líderes para separá-lo do mundo. Por outro lado, as últimas décadas de ressurgimento econômico foram resultado do engajamento global. O povo chinês também experimentou uma explosão de confiança cultural. Eles acreditam que podem competir em qualquer lugar.
Consequentemente, ao documentar em meu novo livro, Has Won China ?, os Estados Unidos têm duas opções. Se seu objetivo principal é manter a primazia global, ele terá que se envolver em uma disputa geopolítica de soma zero, política e economicamente, com a China. No entanto, se o objetivo dos Estados Unidos é melhorar o bem-estar do povo americano - cuja condição social se deteriorou -, ele deve cooperar com a China. Um conselho mais sábio sugeriria que a cooperação seria a melhor escolha. No entanto, dado o ambiente político tóxico dos EUA em relação à China, conselhos mais sábios podem não prevalecer.
Democracias sairão da sua concha
por G. John Ikenberry
No curto prazo, a crise dará combustível a todos os campos do grande debate sobre estratégia ocidental. Os nacionalistas e anti-globalistas, os falcões da China e até os internacionalistas liberais verão novos indícios da urgência de seus pontos de vista. Dado o dano econômico e o colapso social que está se desenrolando, é difícil ver algo além de um reforço do movimento em direção ao nacionalismo, rivalidade entre grandes potências, dissociação estratégica e coisas do gênero.
Assim como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta. Mas, como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta, uma espécie de internacionalismo obstinado semelhante ao que Franklin D. Roosevelt e alguns outros estadistas começaram a se articular antes e durante a guerra. O colapso da economia mundial na década de 1930 mostrou como as sociedades modernas estavam conectadas e quão vulneráveis ​​eram ao que FDR chamava de contágio. Os Estados Unidos foram menos ameaçados por outras grandes potências do que pelas forças profundas - e pelo caráter do Dr. Jekyll e Hyde - da modernidade. O que FDR e outros internacionalistas conjuraram foi uma ordem do pós-guerra que reconstruiria um sistema aberto com novas formas de proteção e capacidades para gerenciar a interdependência. Os Estados Unidos não podiam simplesmente se esconder dentro de suas fronteiras, mas para operar em uma ordem aberta do pós-guerra exigia a construção de uma infraestrutura global de cooperação multilateral.
Assim, os Estados Unidos e outras democracias ocidentais podem viajar por essa mesma sequência de reações impulsionadas por um sentimento em cascata de vulnerabilidade; a resposta pode ser mais nacionalista a princípio, mas, a longo prazo, as democracias sairão de suas conchas para encontrar um novo tipo de internacionalismo pragmático e protetor.
Lucros mais baixos, mas mais estabilidade
de Shannon K. O’Neil
O COVID-19 está minando os princípios básicos da fabricação global. As empresas agora repensam e encolhem as cadeias de suprimentos multipasso e multinacionais que dominam a produção atualmente.
As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo atacadas econômica e politicamente. As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo afetadas - economicamente, devido ao aumento dos custos trabalhistas chineses, à guerra comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, e aos avanços em robótica, automação e impressão 3D, e também politicamente, devido a perdas reais e percebidas de empregos, especialmente em economias maduras. O COVID-19 agora quebrou muitos desses vínculos: o fechamento de fábricas em áreas afetadas deixou outros fabricantes - assim como hospitais, farmácias, supermercados e lojas de varejo - desprovidos de estoques e produtos.
Do outro lado da pandemia, mais empresas exigirão saber mais sobre a origem de seus suprimentos e trocarão a eficiência por redundância. Os governos também intervirão, forçando o que consideram indústrias estratégicas a ter planos e reservas de backup doméstico. A lucratividade cairá, mas a estabilidade da oferta deverá aumentar.
Esta pandemia pode servir a um propósito útil
por Shivshankar Menon
Ainda é cedo, mas três coisas parecem aparentes. Primeiro, a pandemia de coronavírus mudará nossa política, tanto dentro dos estados quanto entre eles. É ao poder do governo que as sociedades - mesmo os libertários - se voltam. O relativo sucesso do governo em superar a pandemia e seus efeitos econômicos exacerbará ou diminuirá os problemas de segurança e a recente polarização nas sociedades. De qualquer maneira, o governo está de volta. A experiência até agora mostra que os autoritários ou populistas não são melhores em lidar com a pandemia. De fato, os países que responderam cedo e com sucesso, como Coréia e Taiwan, foram democracias - não aqueles dirigidos por líderes populistas ou autoritários.
Este ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência.
Em segundo lugar, ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência. Mas em todas as políticas, já existe uma virada para dentro, uma busca por autonomia e controle do próprio destino. Estamos caminhando para um mundo mais pobre, mais cruel e menor.
Finalmente, há sinais de esperança e bom senso. A Índia tomou a iniciativa de convocar uma videoconferência de todos os líderes do sul da Ásia para criar uma resposta regional comum à ameaça. Se a pandemia nos levar a reconhecer nosso interesse real em cooperar multilateralmente nos grandes problemas globais que enfrentamos, ela terá servido a um propósito útil.
O poder americano precisará de uma nova estratégia
por Joseph S. Nye, Jr.
Em 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma nova estratégia de segurança nacional que se concentra na competição por grandes potências. O COVID-19 mostra que essa estratégia é inadequada. Mesmo se os Estados Unidos prevalecerem como uma grande potência, não poderão proteger sua segurança agindo sozinhos.
Como Richard Danzig resumiu o problema em 2018: “As tecnologias do século XXI são globais não apenas em sua distribuição, mas também em suas conseqüências. Patógenos, sistemas de IA, vírus de computador e radiação que outros podem acidentalmente liberar podem se tornar tanto o nosso problema quanto o deles. Sistemas de relatórios acordados, controles compartilhados, planos de contingência comuns, normas e tratados devem ser adotados como meio de moderar nossos numerosos riscos mútuos. ”
Sobre ameaças transnacionais como o COVID-19 e as mudanças climáticas, não basta pensar no poder americano sobre outras nações. A chave do sucesso também é aprender a importância do poder com os outros. Todo país coloca seu interesse nacional em primeiro lugar; a questão importante é quão amplo ou estreitamente esse interesse é definido. O COVID-19 mostra que estamos falhando em ajustar nossa estratégia para este novo mundo.
A história do COVID-19 será escrita pelos vencedores
por John Allen
Como sempre foi, a história será escrita pelos “vencedores” da crise do COVID-19. Toda nação, e cada vez mais todo indivíduo, está experimentando a tensão social desta doença de maneiras novas e poderosas. Inevitavelmente, os países que perseverarem - tanto em virtude de seus sistemas políticos e econômicos únicos, quanto na perspectiva da saúde pública - terão sucesso sobre aqueles que experimentam um resultado diferente e mais devastador. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia, o multilateralismo e o atendimento universal à saúde. Para outros, mostrará os "benefícios" claros de um governo autoritário decisivo. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia. Para outros, mostrará os "benefícios" claros do regime autoritário.
De qualquer maneira, essa crise irá reorganizar a estrutura internacional de poder de maneiras que apenas podemos começar a imaginar. O COVID-19 continuará deprimindo a atividade econômica e aumentando a tensão entre os países. A longo prazo, a pandemia provavelmente reduzirá significativamente a capacidade produtiva da economia global, especialmente se as empresas fecharem e os indivíduos se separarem da força de trabalho. Esse risco de deslocamento é especialmente grande para os países em desenvolvimento e outros com uma grande parcela de trabalhadores economicamente vulneráveis. O sistema internacional, por sua vez, sofrerá grande pressão, resultando em instabilidade e conflito generalizado dentro e entre países.
Uma nova etapa dramática no capitalismo global
por Laurie Garrett
O choque fundamental para o sistema financeiro e econômico do mundo é o reconhecimento de que as cadeias de suprimentos e redes de distribuição globais são profundamente vulneráveis ​​a interrupções. A pandemia de coronavírus, portanto, não só terá efeitos econômicos duradouros, como também levará a uma mudança mais fundamental.
A globalização permitiu que as empresas cultivassem manufaturas em todo o mundo e entregassem seus produtos no mercado just-in-time, evitando os custos de armazenagem. Os estoques que ficavam nas prateleiras por mais de alguns dias eram considerados falhas de mercado. O suprimento precisava ser adquirido e enviado em um nível global cuidadosamente orquestrado. O COVID-19 provou que os patógenos podem não apenas infectar as pessoas, mas envenenar todo o sistema just-in-time.
Dada a escala de perdas do mercado financeiro que o mundo experimentou desde fevereiro, é provável que as empresas saiam dessa pandemia decididamente envergonhada pelo modelo just-in-time e pela produção globalmente dispersa. O resultado pode ser um novo estágio dramático no capitalismo global, no qual as cadeias de suprimentos são trazidas para mais perto de casa e preenchidas com redundâncias para proteger contra interrupções futuras. Isso pode reduzir os lucros de curto prazo das empresas, mas tornar todo o sistema mais resistente.
Estados mais falidos
por Richard N. Haass
Permanente não é uma palavra de que gosto, como pouco ou nada, mas acho que a crise do coronavírus levará, pelo menos por alguns anos, a maioria dos governos a se voltar para dentro, concentrando-se no que ocorre dentro de suas fronteiras e não sobre o que acontece além deles. Prevejo maiores movimentos em direção à auto-suficiência seletiva (e, como resultado, dissociação), dada a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos; oposição ainda maior à imigração em larga escala; e uma disposição ou compromisso reduzidos para enfrentar problemas regionais ou globais (incluindo as mudanças climáticas), dada a necessidade percebida de dedicar recursos para reconstruir em casa e lidar com as conseqüências econômicas da crise. Muitos países terão dificuldade em se recuperar, com a fraqueza do Estado e Estados falidos se tornam ainda mais prevalentes.
Eu esperaria que muitos países tenham dificuldade em se recuperar da crise, com a fraqueza do estado e os estados falidos se tornando uma característica ainda mais prevalente no mundo. A crise provavelmente contribuirá para a contínua deterioração das relações sino-americanas e o enfraquecimento da integração européia. Do lado positivo, devemos ver um fortalecimento modesto da governança global da saúde pública. Mas, no geral, uma crise enraizada na globalização enfraquecerá ao invés de aumentar a vontade e a capacidade do mundo de lidar com ela.
Os Estados Unidos falharam no teste de liderança
por Kori Schake
Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional. Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional devido ao estreito interesse próprio de seu governo e à incompetência confusa. Os efeitos globais dessa pandemia poderiam ter sido bastante atenuados se as organizações internacionais fornecessem mais e mais informações anteriores, o que daria aos governos tempo para preparar e direcionar recursos para onde eles são mais necessários. Isso é algo que os Estados Unidos poderiam ter organizado, mostrando que, embora seja de interesse próprio, não é apenas de interesse próprio. Washington falhou no teste de liderança e o mundo está em pior situação.
Em todos os países, vemos o poder do espírito humano
de Nicholas Burns
A pandemia do COVID-19 é a maior crise global deste século. Sua profundidade e escala são enormes. A crise da saúde pública ameaça cada uma das 7,8 bilhões de pessoas na Terra. A crise financeira e econômica poderia exceder em seu impacto a grande recessão de 2008-2009. Cada crise sozinha poderia causar um choque sísmico que muda permanentemente o sistema internacional e o equilíbrio de poder como o conhecemos. Isso dá esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
Até o momento, a colaboração internacional tem sido lamentavelmente insuficiente. Se os Estados Unidos e a China, os países mais poderosos do mundo, não puderem deixar de lado sua guerra de palavras sobre qual deles é responsável pela crise e liderar com mais eficácia, a credibilidade de ambos os países poderá diminuir significativamente. Se a União Europeia não puder fornecer assistência mais direcionada a seus 500 milhões de cidadãos, os governos nacionais poderão recuperar mais poder de Bruxelas no futuro. Nos Estados Unidos, o que está mais em jogo é a capacidade do governo federal de fornecer medidas eficazes para conter a crise.
Em todos os países, no entanto, existem muitos exemplos do poder do espírito humano - de médicos, enfermeiros, líderes políticos e cidadãos comuns demonstrando resiliência, eficácia e liderança. Isso fornece esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
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